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terça-feira, 27 de março de 2012

Retrocesso

Há uns dias discutia com uns conhecidos umas coisas banais quando um dos convivas disse que "pelo menos a república foi um avanço"! Descobri ali o motivo para render o meu dia e parti para umas pequenas frases que deixaram os meus parceiros um bocado engasgados sem grande vontade para falar. Sim, porque a república não foi, ou é, a fase adulta da Monarquia, não é a "sequência" natural da monarquia, porque a república não foi um avanço foi um gigantesco retrocesso, porque se a república só tem como virtude trocar "o nobre pelo homem do povo", como me disseram, então, porque se exalta o "nobre povo" que se cantarola no hino? A república tornou o nosso estado numa coisa privada, uma coisa de amigos e partidos. Perdeu a sua identidade pública e sem Rei não é res pública.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Essa é que é essa!

Passam hoje 165 anos sobre o nascimento de Eça de Queirós, para quem os republicanos se resumiam a "um grupo inquietante de pobretões descontentes" (A Capital). A visão certeira e arguta do escritor, intemporal. Parabéns, Eça!

terça-feira, 13 de julho de 2010

AGUSTINA BESSA LUIS


O "Monarquia do Norte" quis também ouvir, em 1996, a grande escritora portuense Agustina Bessa Luis. Concretamente, perguntou-lhe: «Em sua opinião, que significado tem para Portugal o nascimento do Príncipe D. Afonso?» (primogénito d'El Rei D. Duarte, nesse ano nascido).

Eis a resposta: « Assim como não há mal nas coisas, se não se entendem, não há bem se as coisas não se sentem com generosidade.

Quando nasce uma criança que por muitos é olhada com esperança, ela tem de ser vista com entendimento e bondade que afastem toda a desordem de pensamento.

Chamados e escolhidos há poucos. O ser escolhido é já felicidade. O ser chamado pertence a Deus».

Na profunda expressão dos enigmas, que Agustina tanto cultiva, lê-se bem a estrela que orienta e conduz. Quem? Até onde? Para quê e porquê?

A resposta sempre caberá aos portugueses.