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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

El Rei D.Manuel II

“Como D.Pedro V, entre nós, comerciantes e industriais da laboriosa cidade do Porto, eu quero repetir e adoptar para lema da minha vida : eu amo os que trabalham !” El Rei D.Manuel II, 15 de Novembro de 1908

Fonte :Os últimos dias da Monarquia de Jorge Morais

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dolorosas novas

Encontrei ontem doloroso testemunho da tragédia portuguesa de 1908. Datada de 15 de Fevereiro - uma semana após o regicídio - assinada por D. Manuel II, a carta anunciava ao Rei Chulalongkorn do Sião o passamento do Rei D. Carlos I e do Príncipe Real D. Luís Filipe. Mais que uma breve e protocolar nota informativa, presente-se a dor do novo e jovem monarca ao dar a triste notícia a um chefe de Estado que vivia no outro lado do mundo, mas que tivera a oportunidade de conhecer pessoalmente em 1897, quando Chulangkorn por Lisboa passou em digressão oficial. Os arquivos tailandeses estão, como verifico, carregados de testemunhos portugueses, aqui encontrado valiosos documentos que em Lisboa, na voragem de insensibilidade, criminosa incúria e facciosismo se perderam para sempre. Que vergonha ter de vir à Tailândia para encontrar documentação portuguesa, escrita em português e emitida pelo Estado Português.


(...) "As mortes do meu muito amado e prezado pai e do meu muito querido irmão, vítimas de abominável asassinato trouxeram-me, bem assim à totalidade da Nação Portuguesa, a mais profunda aflição. (...) O interesse que VM sempre mostrou por toda a minha família é consoladora esperança de que Vossa Majestade tomará uma viva parte na acerba mágoa que me causaram tão cruéis golpes. Chamado n'estas tristes circunstâncias, pela ordem da sucessão e na continuidade das leis do Reino de Portugal, ao trono de meus antepassados, rogo a Vossa Majestade haja dispensar-me os mesmos sentimentos de afecto que dedicava ao Augusto Monarca falecido e de ficar certo do vivo desejo que tenho de estreitar cada vez mais as relações de boa inteligência que felizmente subsistem entre os nossos países (...)".

Dois anos depois, a república era imposta a tiros de canhão e as relações luso-siamesas eclipsaram-se, passando a representação consular para mãos de italianos pelas décadas de 20 e 30, até à chegada de um português nas vésperas da Segunda Guerra Mundial. Portugal perdeu, então, a última oportunidade de manter no Sião o estatuto de potência aliada, a mais antiga e respeitada, que os siameses sempre lhe haviam tributado. O estado de coisas era tão confrangedor que um dia, por volta de 1911, a polícia siamesa entrou pelo nosso consulado adentro para questionar os residentes a razão "daquela bandeira que ali puseram no jardim". Referiam-se, claro, à verde-rubra que ninguém conhecia e que Lisboa não tivera sequer a sensatez de anunciar aos países com os quais mantinha relações diplomáticas. Coisas do amadorismo de uma república que se vai celebrar !

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Carta de José Lobo de Vasconcelos a D.Manuel II


Azedo Gneco


El Rei D.Manuel II consciente de que com os partidos rotativos não era possível construir um governo estável que reflectisse os desejos do povo entra em conversações com o Partido Socialista de Azedo Gneco. Fruto e testemunho da "Consciência Social" de El Rei D.Manuel II é esta carta dirigia a El Rei D.Manuel II por José Lobo de Vasconcelos depois de 1910, na resposta de El Rei D.Manuel II vê-se a preocupação do Rei expulso com a sua tão amada Pátria.
Por muito que os republicanos ofendessem a personalidade de D.Manuel II, por muito que a estória escrita com as cores verde e rubra tentasse demonstrar, D.Manuel II era uma pessoa muito mais do que se dizia. Foi o primeiro a ser chamado "Chefe de Estado" e de certeza que foi o mais brilhante de todos os que lhe sucederam ....

Chamei "estória" e não "história"ou seja de forma prejurativa porque a história que se conhecia até à pouco tempo foi fortemente mal contada de propósito pelo regime vencedor de 5 de Outubro. Sempre disseram que D.Manuel II não era um Rei capaz e sem personalidade, era comandado pela sua mãe. Esta é que é a estória, parte da História são as cartas que deixei.

Quem era José Lobo de Vasconcelos ?

  • General de Artilharia
  • Ajudante de Campo dos reis D. Carlos e D. Manuel II


  • Fontes : Dossier Regicídio, de Mendo Castro Henriques