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terça-feira, 20 de março de 2012

C' alhos

Membros de uma seita secreta controlam e observam as "secretas" do país. Querem mais palavras para definir o que é a República? Para os adeptos deste regime não há incompatibilidades dentro da cloaca...

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Preparar o tacho


Na ordem do dia estão as cozinhas onde os "pedreiros" se juntam para preparar o tacho. Mas só agora é que a "sociedade" acordou com o mau cheiro que emana destes preparados?

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mais um "Instituto" verde-tinto

Diz o patrão desta "sociedade": “Vai ser uma escola de valores e de princípios que é necessário aprofundar” e vai promover cursos, publicações e conferências, acrescentou o advogado e gestor empossado como figura máxima do GOL, obediência com cerca de 2000 membros distribuídos por cerca de 90 lojas (estruturas autónomas) em todo o país. “O Instituto dará um conhecimento mais pedagógico à sociedade do que é a maçonaria”, afirmou.
Perceberam? Sempre que a coisa descamba e o barco está a ir ao fundo esta "sociedade" balança-se para o frenesim. Será que neste Instituto Português de Estudos Maçónicos também se vai ensinar a balear chefes de estado e a colocar bombas em manifestações ou será apenas um edifício de aprendizagem e colocação para o chupismo dos recursos públicos?

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os Donos do Regime.

Agora sim, começamos a ter uma percepção mais nítida do quadro intitulado "Centenário da República". Aos poucos, primeiro com a ajuda da Fundação Mário Soares, depois com a colaboração de alguns académicos, a Maçonaria foi-se apresentando como principal obreira da República em Portugal. Hoje escancara as portas, não é só obreira. É dona. Em Mafra até já se comemoram os 100 anos da dita associação. Como historiador, nada tenho a questionar sobre os fins e a utilidade de uma agremiação secreta, que existe, como muitas outras, com objectivos bastante claros mas sob posições nem sempre honestas. Já cidadão e indivíduo crítico, não consigo compreender para que serve este género de ajuntamento, às escondidas, com rituais francamente apalhaçados. É que para mim, a solidariedade ou o bem pratica-se às claras e a fraternidade deve ser uma qualidade inerente a todos, não apenas a um restrito grupo de iluminados que se consideram donos da liberdade. A solidariedade num grupo como a maçonaria, restritiva através do seu código e dos juramentos, em que só os irmãos partilham de uma sabedoria metafísica, causa-me muitos engulhos. É que quase sempre, nestes casos de redes ideológicas e partidárias, etc, uma mão lava a outra e as duas lavam muita coisa, desde dinheiro à honra. E vem à lembrança casos como o das Binubas, na I República, do Ballet Rose na Segunda e hoje, nesta III República, o famoso enredo Casa Pia. Ou ainda, mais recentemente, em França, o caso Jack Lang, ao que parece abafado graças a uma rede de solidariedades várias...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

República na RTP


No âmbito das Comemorações do Centenário da República, a RTP decidiu trazer ao ecrã uma série que ilustra os acontecimentos dos dias 3, 4 e 5 de Outubro. Agora atente-se nisto:


Temos, portanto, uma ficção e um enviesamento histórico garantidos à partida. Assim se delapida o erário público!!!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

A maçonaria e a «ética republicana».




Por coincidência derivada da investigação para um trabalho académico, dei comigo a folhear uma revista intitulada «Grémio Lusitano». O periódico, edição de boa qualidade gráfica, é uma espécie de órgão oficial da maçonaria portuguesa, de carácter semestral. A edição que me veio parar às mãos no depósito da biblioteca de uma faculdade do Porto, era já o número 15 (1.º semestre de 2010), de uma tiragem de 1000 (!) exemplares, de periodicidade semestral (!).
Folheei-a.
Noventa e seis páginas onde vários autores, «anónimos», a coberto do seu nome simbólico, discorriam sobre «Ética republicana», «Educação, Cidadania e Desenvolvimento», «Cidadania, credibilização do Estado e Maçonaria», «Ética maçónica, republicanismo e casamento», entre outros aspectos mais relacionados com factos históricos e do património, como as abordagens ao Palácio Pombal, em Oeiras, e a Revolta de 3 de Fevereiro de 1927 ou, ainda, as «origens da maçonaria especulativa».
Pela actualidade do tema, o título «ética republicana» atraiu-me, impelindo-me a ler o parecer do autor, - um tal de Aramis, da Loja Acácia. Segundo o articulista em Portugal o «diálogo político-filosófico é inexistente» [e] «aceita[-se] como constitucionalmente protegida a organização republicana do Estado». Por isso, não querendo o Aramis cair «na estafada argumentação de que a Ética Republicana deve ser um conjunto de actos governativos virtuosos e honestos», presta-se a um ensaio que considera ser do plano «do pensamento político». Fala em Cícero, Maquiavel, Locke e Montesquieu, como convém a todo o bom orador de tribuna que verse sobre tal assunto e passa à tirada: «as figuras que defendem sistemas de governo ou formas de Estado diferentes assumem a dimensão patética ou trauliteira da sua argumentação». Acrescenta, «ninguém consegue explicar coerentemente porque devem existir pessoas com títulos nobiliárquicos, numa época onde se premeia o mérito e não o privilégio de nascimento».
Prossegue, falando sobre tópicos que são pertença das grandes ideias de Ética, independentemente do seu amesquinhamento segundo as formas de governo. Mas, resgatando esta última ideia do Aramis, eu perguntaria: será que alguém consegue explicar coerentemente porque alguns razão indivíduos se reúnem em lojas, envergando aventais e reivindicando para si uma lógica solidária que devia ser apanágio de todos os mortais e não só de iniciados e irmãos escolhidos?
A maçonaria, no seu carácter intrínseco de agremiação exclusivista, de subterfúgio de grupo para-oculto é a anulação da ideia de Bem Comum, de Solidariedade. Não é república, nem é monarquia, é a aristocracia aristotélica ou seja, o governo de poucos sobre muitos. E afinal, quem atribuiu o direito de exclusividade a esses poucos?
Onde está, nesta ideia de elite supranatural, a tal «ética republicana» a Liberdade e o Bem Comum?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Uma Igreja Republicana?




O Almanaque Republicano, num inaudito momento de pirrice, veio sublinhar as palavras recentes de Bento XVI: "Nos cem anos da República, as minhas felicitações e a minha bênção a Portugal inteiro, país rico em humanidade e cristianismo". Parece-me que a mensagem é clara e tanto os republicanos como os monárquicos devem entende-lâ: a «César o que é de César e a Deus o que é de Deus» (Mateus 22:21).
A Igreja tem, desde o início das Comemorações oficiais deste Centenário da I República, deixado passar uma mensagem que se torna agora mais forte: a de que o 5 de Outubro de 1910 foi, para o seu corpo institucional, uma libertação. E, em certa medida, foi-o, mas é necessário contextualizar tal afirmação, compreendendo o antes e o depois.
O antes é um Liberalismo que sequestrou a Igreja tornando-a uma Secretaria de Estado. Não era o Regalismo do Absolutismo, era antes o Burocratismo Mação a laicizar a Igreja e a utilizá-la como extensão do seu domínio subterrâneo.
O depois é humilhação, a perseguição e a espoliação. Se isto é liberdade, bem, sê-lo-á pelo fogo. Mas a Igreja não pode esquecer que a I República constituiu uma hecatombe que dura até aos dias de hoje: o estado do património religioso das nossas catedrais, igrejas e ermidas em ruínas, assenta sobre o sequestro e a nacionalização dos bens eclesiásticos, em 1911.
Porém, o mais preocupante, quanto a mim, como Católico que sou, é que sob a Concordata de 1940, se tente passar uma esponja sobre os 30 anos antes e se transforme a II República (1933-1974) no paradigma dessa tal libertação e de uma sã convivência.
E hoje, nesta III República que tem como porta voz, de novo, a Maçonaria, espanta-me que a Igreja reclame liberdade quando volta a ser refém do Estado, através dos seus às suas IPSS, católicas, às obras de cariz paroquial, da tutela conjunta de património, etc.
Espanta-me mais: que a Igreja se esqueça, como em graça referia, há uns anos atrás, Miguel Esteves Cardoso, que o Pai Nosso começa com a frase: «santificado seja o Vosso Reino» e não «santificada seja a Vossa República».

domingo, 18 de abril de 2010

A FARSA DAS REPÚBLICAS "DE HOJE"

Um encontro "público"-privado de umas tantas associações maçónicas acabou a proferir uma bula onde são linkados as virtudes da "ética repúblicana". Estes senhores deram pela falta dela em pleno ano centenário. Dizem que nesta república falta a ética repúblicana e querem que a coisa pública não "continue a ser"(sic) só para alguns! Falta? Cuidado com mais "fiscalização", mais opressão... e os bolsos....

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

República, Maçonaria e Iberismo





A maçonaria em Portugal (Grande Oriente Lusitano - GOL), no século XIX, esteve particularmente ligada à maçonaria de Espanha. Muitas lojas deste país estiveram sob a obediência do GOL. No seio desta organização secreta, onde floresciam as ideias republicanas, também se difundiam as teses iberistas. Na sequência do célebre ultimatum inglês (1890), Magalhães Lima (grão-mestre entre 1908-1928), publica o livro "A Federação Ibérica"(1896), onde advoga um iberismo mitigado (cultural). Estas tendências iberistas de uma corrente na Maçonaria em Portugal tem alimentado uma profunda desconfiança da população perante esta organização secreta. Neste sentido foi com algum alívio que em 1933 assistiu à sua proibição pela ditadura.

Fonte : http://lusotopia.no.sapo.pt/indexPTiberismoAliancas.html