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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Não os deixaram comemorar a república das bananas

Neste dia em que se comemora cem anos de uma grande macacada, a polícia municipal de Lisboa vedou o direito a um grupo de cidadãos de festejar a república das bananas na praça do município. A razão para tal atentado ter acontecido, foi porque António Costa temia que os seus ouvintes o deixassem de ouvir.

Continuando a festa na rua do arsenal, o grupo de cidadãos teve mais sucesso que o discurso do presidente da câmara.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

10 milhões para comemorar a o 25 de Novembro de 1975!!?

Na revista Visão desta semana podemos vislumbrar com particular admiração e pasmo a coerência ,nada linear, multidimensional da racionalidade dos membros que procedem à organização das Comemorações do Centenário da República...confusos?

Passemos às palavras da entrevistada, Fernanda Rollo (44 anos),Comissária das Comemorações do Centenário da República, doutorada em História Social e Contemporânea e professora do Departamento de História da faculdade de Ciências sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e co-autora (com Frenando Rosas) da História da I República Portuguesa:

republica monarquia

à pergunta: "Mas a I República,especialmente, triunfou ou falhou?"

Resposta: " Sim, a República triunfou.A I República, porém ,falhou, desde logo nos propósitos fundamentais, ficando marcada por muitos aspectos negativos, nomeadamente o recurso à repressão.Soçobrou passados uns curtos anos 16 anos cheios de vicissitudes, findos os quais não conseguiu fazer vingar o essencial: Nem democracia nem igualdade.
Mas não deve ser desvalorizado o impacto de acontecimentos internacionais como a I Guerra Mundial."


Palavras para quê?...afinal os próprios defensores da relevância da revolução de 1910 atiram literalmente "a toalha ao chão", rendendo-se aos argumentos centenários de todos os portugueses que desde o 1º dia contestaram a legitimidade do 5 de Outubro.

Convém, contudo, ressalvar que não se trata de uma constatação óbvia nem de uma negação daquilo que tem sido a aplicação do republicanismo em Portugal.É antes uma clara afronta aos milhares de mortos na I Grande Guerra e a todos os portugueses afirmar que é relevante comemorar-se o centenário de um regime que "falhou, desde logo nos propósitos fundamentais", que "não conseguiu fazer vingar o essencial: Nem democracia nem igualdade." e mais hilariante e desconcertante...o único feito mais relevante é: "impacto de acontecimentos internacionais como a I Guerra Mundial."

Portanto comemoramos a entrada de Portugal na I Grande Guerra...é esse o grande legado da I República ?!

Convém perguntar ,com toda a legitimidade, qual é a verdadeira qualidade dos historiadores portugueses actuais, que de incoerência em incoerência, não tarda muito , acabam por dar a entender que estamos a comemorar em 2010 a Constituição de 1976