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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

10 milhões para comemorar a o 25 de Novembro de 1975!!?

Na revista Visão desta semana podemos vislumbrar com particular admiração e pasmo a coerência ,nada linear, multidimensional da racionalidade dos membros que procedem à organização das Comemorações do Centenário da República...confusos?

Passemos às palavras da entrevistada, Fernanda Rollo (44 anos),Comissária das Comemorações do Centenário da República, doutorada em História Social e Contemporânea e professora do Departamento de História da faculdade de Ciências sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e co-autora (com Frenando Rosas) da História da I República Portuguesa:

republica monarquia

à pergunta: "Mas a I República,especialmente, triunfou ou falhou?"

Resposta: " Sim, a República triunfou.A I República, porém ,falhou, desde logo nos propósitos fundamentais, ficando marcada por muitos aspectos negativos, nomeadamente o recurso à repressão.Soçobrou passados uns curtos anos 16 anos cheios de vicissitudes, findos os quais não conseguiu fazer vingar o essencial: Nem democracia nem igualdade.
Mas não deve ser desvalorizado o impacto de acontecimentos internacionais como a I Guerra Mundial."


Palavras para quê?...afinal os próprios defensores da relevância da revolução de 1910 atiram literalmente "a toalha ao chão", rendendo-se aos argumentos centenários de todos os portugueses que desde o 1º dia contestaram a legitimidade do 5 de Outubro.

Convém, contudo, ressalvar que não se trata de uma constatação óbvia nem de uma negação daquilo que tem sido a aplicação do republicanismo em Portugal.É antes uma clara afronta aos milhares de mortos na I Grande Guerra e a todos os portugueses afirmar que é relevante comemorar-se o centenário de um regime que "falhou, desde logo nos propósitos fundamentais", que "não conseguiu fazer vingar o essencial: Nem democracia nem igualdade." e mais hilariante e desconcertante...o único feito mais relevante é: "impacto de acontecimentos internacionais como a I Guerra Mundial."

Portanto comemoramos a entrada de Portugal na I Grande Guerra...é esse o grande legado da I República ?!

Convém perguntar ,com toda a legitimidade, qual é a verdadeira qualidade dos historiadores portugueses actuais, que de incoerência em incoerência, não tarda muito , acabam por dar a entender que estamos a comemorar em 2010 a Constituição de 1976

sábado, 31 de outubro de 2009

Crise actual é só comparável com o período da I República afirma Vitor Bento

Ontem ,numa conferência dedicada à apresentação de um estudo económico sobre o futuro da Economia Portuguesa ,dirigido por Ernâni Lopes (antigo ministro das Finanças) “A Economia no Futuro de Portugal”, no Centro Cultural de Belém.

Photobucket



«Para encontrar uma década de crescimento tão fraco, é preciso recuar a 1912/1921, período pós implantação da república e da passagem da 1ª guerra mundial», afirmou, Vitor Bento (Economista,Presidente do Sibs,Conselheiro de Estado) durante a sua intervenção no CCB

Mais informação aqui..


Os factos não são novos, pois já aqui neste blogue foram divulgados, mas é importante quando a informação chega a determinados patamares institucionais.
A partir de agora os "generais de 5 estrelas" do regime republicano vão ter de falar de outro modo.O caso não é para menos.
Não só a frase vem de quem vem, como é completamente nova na abordagem "oficial" das nossas elites pensantes:
Até hoje considerava-se em rodapé que o falhanço (quando admitido) da I República se devia à I Grande Guerra (as despesas e desvio de mão de obra, a par da queda de produção)... pois agora, Vítor Bento descreve implicitamente o periodo entre 1912 e 1921, portanto começa antes da guerra.
Por outro lado nunca houve uma referência tão forte sobre o carácter negativo da evolução daquele periodo, embora Vitor Bento tenha o cuidado de não se referir ao regime, mas antes ao período temporal, a conclusão acaba por ser a mesma.

Este foi claramente um ponto de inflexão a favor da ideia que os monárquicos sempre divulgaram.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

E outros países derivam...

Este livro «El Rey. Historia da Monarquia» coordenada pelo historiador espanhol Jose Antonio Escudero, acaba de ser distinguido com o Premio Nacional de Historia que contempla ensaios e trabalhos de excelência da investigação histórica, no país vizinho. É uma imagem pelo caminho da Monarquia na construção da Espanha actual, um país com uma imagem sólida de respeitabilidade e excelência no Mundo Contemporâneo. Espanha nasceu com a Monarquia e prossegue com ela. Sobre o actual monarca, o historiador não hesita em afirmar: «El rey Juan Carlos, es "referencia de todos e introduce una especie de factor de unidad y faro cuando todo lo demás se mueve".». Um farol que tem faltado ao nosso país nos últimos 99 anos, durante este tempo tão desorientado que talvez nem a navegação de cabotagem o ajudará a chegar a bom porto. Estimo mesmo que a ética republicana está para Portugal, como o iceberg esteve, em 1912, para o Titanic.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

centenário em Setubal, começa a 19 de Abril deste ano

Comemorações do Centenário da República no Distrito de Setúbal

As actividades decorrerão ao longo de 2009 e 2010

O Instituto Politécnico de Setúbal, através da Escola Superior de Educação, juntamente com o Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, o Centro de Estudos Bocageanos e o Centro de Actividades Pedagógicas Alda Guerreiro decidiram criar uma plataforma comum para a comemoração do Centenário da República ao nível do Distrito de Setúbal.

Um dos primeiros objectivos desta iniciativa é realçar o modo como se verificou a difusão do republicanismo e a implantação da República na cidade de Setúbal e nos concelhos que constituem hoje o distrito.

De facto, Setúbal à semelhança de outras cidades e vilas do distrito anteciparam a implantação da República e desempenharam um papel político fundamental na instauração do regime republicano, agindo logo a 4 de Outubro de 1910, como se a Revolução já estivesse em curso.

Na realidade, desde o último quartel do século XIX que o movimento republicano se vinha desenvolvendo nesta região desde os concelhos ribeirinhos do Tejo e do Sado até ao concelhos mais a sul, já em pleno Alentejo Litoral.

Do mesmo modo, também a escolha da cidade de Setúbal para a realização do Congresso Republicano em 23, 24 e 25 de Abril de 1909, que decidiu a via insurreccional para implantar a República, representa outro marco histórico que justifica ser devidamente evocado e valorizado por parte da cidade e do distrito.

As instituições referidas constituíram-se em Comissão Organizadora das Comemorações do Centenário da República no Distrito de Setúbal e entendem que a forma de melhor honrar e preservar localmente essa memória passa pela associação às Comemorações Nacionais e simultaneamente pelo desenvolvimento de um programa próprio.

Com esse Programa pretendem as entidades organizadoras mobilizar vontades e saberes, quer dos investigadores, quer de várias instituições regionais e nacionais, nomeadamente autarquias, empresas, associações culturais, instituições de ensino superior, na perspectiva de potenciar a reflexão e a investigação científica, bem como alargar e aprofundar o debate científico e proporcionar conhecimento sobre esta temática a outros públicos da comunidade local e do distrito.

A Comissão Organizadora é constituída por Albérico Afonso, Helena Simões, Luísa Solla e Marta Alves (ESE/IPS), Alice Samara (IHC/FCSH), Daniel Pires (Centro de Estudos Bocageanos) e João Madeira (Centro de Actividades Pedagógicas Alda Guerreiro).

Ver Programa em PDF

Conteúdo do documento:

Do Tejo ao Sado - 100 anos da República
Programa para as Comemorações
do Centenário da República no Distrito de Setúbal


Colóquio – “O Congresso Republicano de Setúbal de 1909: O Republicanismo entre a revolução e a ordem” 18 de Abril de 2009 (local a designar).

Cronologia – Lutando pela “Nova Aurora”
Organização de uma cronologia dos eventos protagonizados por republicanos entre 1880 e 1910 nos concelhos que constituem o actual Distrito de Setúbal. (Já foram constituídos grupos de trabalho em alguns concelhos do distrito que estão a fazer a pesquisa empírica para concretizar este projecto. Edição de uma publicação com a Cronologia estabelecida).

Projecto – “Recuperar a memória da I República”
O projecto tem o objectivo de iniciar um fundo documental digital sobre a I República. Com este projecto pretende-se apelar para a população em geral para que emprestem para digitalização documentos, fotografias e objectos para que se recupere a memórias sociais deste período. Neste projecto pretende-se envolver professores e alunos da Escola Superior de Educação de Setúbal bem como professores e alunos de outros concelhos que venham a aderir a esta iniciativa.
Do mesmo modo serão ainda envolvidos Arquivos Municipais e Bibliotecas
Municipais.
Já foram iniciados contactos com órgãos de comunicação social local (rádio e jornais) para discutir formas de participação neste projecto. Realização de um azulejo registando a memória do Congresso numa das ruas da cidade de Setúbal. Esta actividade é realizada com o apoio da Junta de Freguesia de São Sebastião.

História ao vivo

Esta actividade pretende envolver grupos de teatro e escolas do 1º e 2º ciclos do ensino básico. (Com o apoio da Junta de Freguesia de São Sebastião).

Exposições
Exposições Temáticas
Responsáveis Data Local
Alda Guerreiro e o Ensino Popular no Litoral Alentejano
CAPAG/ADECLA Jan.2009 ESE
Escolas
100 anos do Congresso do P:R:P FMS Abr 2009 ESE;
Escolas
Exposição Bibliográfica sobre o ensino na República CEB Set. 2009 ESE – B. de Portugal
Trabalho e quotidiano em Setúbal no início do séc. XX Mus.
Trabalho Casa Bocage
Maio/Out. 2010
M. Trabalho
Siglas: FMS – Fundação Mário Soares; CEB – Centro de Estudos Bocageanos; CAPAG – Centro de Actividades Pedagógicas Alda Guerreiro; ADECLA – Associação para o Desenvolvimento Educativo e Cultural do Litoral Alentejano; IHC – Instituto de História Contemporânea da FCSH; ESE – Escola Superior de Educação de Setúbal Edição de Catálogos das exposições
[II] Encontro de Estudos Locais.

Outubro de 2010

O Encontro de Estudos Locais, o segundo a ser organizado pela ESE de Setúbal, toma o Centenário da República como tema de fundo procurando mobilizar os estudiosos locais, durante 2 dias. Funcionará em Sessões Plenárias com conferencistas convidados e Seminários onde serão apresentadas e debatidas as comunicações que integrarão as seguintes áreas temática:
Setúbal: Eixos de Desenvolvimento; A escola, espaço de preservação, criação e transmissão; Memórias sociais, Património e identidade; História Local; Ambiente e Recursos Naturais; Literatura, Artes Plásticas e Estudos Artísticos; Cinema e Artes Dramáticas. Serão editadas as Actas do Encontro.

Outras Actividades

Ao longo de 2009 e 2010, ocorrerá um conjunto de Actividades paralelas, com destaque para exposições, workshops, ciclo de cinema e representações teatrais. Estas sessões decorrerão não só em diversas escolas do Instituto Politécnico de Setúbal, bem como em diversos espaços da cidade de Setúbal e de outras cidades do distrito, de acordo com parcerias que se venham a estabelecer com as câmaras municipais ou outras entidades do distrito.

Edição de uma Colecção de postais.

Edição de um “Caderno Diário” em Banda Desenhada sobre o Congresso de 1909 e o 5 de Outubro em Setúbal. (Com a colaboração e apoio da Junta de Freguesia de São Sebastião (Setúbal).


Setúbal 08 de Janeiro de 2009


bem haja

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Direitos e Deveres

Nesta minha nova reflexão gostaria de salientar um aspecto muitas vezes utilizado pelos republicanos quando falam da legitimidade relativa ao acesso ao mais alto cargo do Estado, isto é, a Chefia do Estado em si.

 

Sendo assim, há uma diferença entre o ter o direito, a partir dos 35 anos, como está previsto na Constituição da Republica Portuguesa, de poder ser eleito qualquer cidadão como Presidente da Republica, e ter o dever de servir o país tal como é defendido no campo monárquico.

 

E aqui chegamos a duas questões fundamentais:

a) Será que, realmente, todos podem ser eleitos Presidentes da Republica em equidade?

b) Será que o facto de se ter direito a atingir a Chefia do Estado é realmente interesse para o país?

 

Respondendo à primeira questão, é evidente que não! Não, porque o que efectivamente se passa é que a chefia do Estado republicana está dependente da partidocracia, logo, qualquer candidato fora da “teia partidocrática” não tem as mesmas condições para poder ter condições de vitória, logo há aqui uma desigualdade, logo, ao contrário do que dizem os republicanos, a Presidência da Republica não é para todos e está sujeita além da partidocracia, também aos interesses económicos, financeiros, etc. Logo, respondendo à segunda questão, leva-me à expressão “ter o dever de (servir)…”, e esse dever de servir está personificado na figura do Monarca, porque a sua eleição reúne consensos nos representantes da Nação, no Parlamento, no acto da Aclamação.

 

Portanto, parece-me evidente que a questão de ter o direito a atingir a Chefia do Estado, não se sobrepõe, (é até demagógica), à questão do Dever, de servir o seu país.

 

E aqui os Portugueses devem se questionar:  Se afinal, a Presidência da Republica só está, concretamente, acessível à partidocracia, apesar de sujeita ao sufrágio universal, directo e secreto, e tendo em conta que as taxas de abstenção são quase sempre altas nas eleições presidenciais, podendo atingir os 50% ou mais (isto numa escala de 0 a 100), logo a metade da população eleitora não tem um verdadeiro interesse nessa eleição e depois a divisão dos restantes sufrágios em relação aos candidatos, que representatividade tem o cargo mais alto da Republica e que vantagens o manter, em comparação com a Chefia de Estado Monárquica?

 

E isto leva-nos à questão dos custos, para os contribuintes, destas duas formas de Chefia do Estado, a republicana eleita por sufrágio universal, directo e secreto, pelos cidadãos e a monárquica, no caso Português, eleita, por Aclamação, isto é, por consensos dos representantes eleitos pelos cidadãos (não súbditos) nas Cortes / Parlamento (coisa que aliás em certo sentido até se assemelha às republicas alemã e italiana cujos Presidentes da Republica são eleitos pelos respectivos Parlamentos).

 

É sabido, por vários estudos comparativos que a Presidência da Republica Portuguesa gasta 8 X mais que a Casa Real Espanhola, isto é, desde as campanhas eleitorais, às viagens de Estado com N assessore e por fim, até nós contribuintes, temos que pagar as pensões de reforma dos ex-Presidentes.

 

Logo, mais uma vez, há aqui uma situação de desigualdade e de injustiça social, pois os contribuintes não deveriam ter que pagar as pensões de reforma a antigos Chefes de Estado, ainda por cima, quando, ainda não tendo chegado aos 65 anos de idade, já recebem, mal saem da Presidência, essas pensões, o que é verdadeiramente inaceitável, numa sociedade de igualdades, como se quer ou pensa-se ser a Republica.

 

Assim, a Monarquia vai á frente, também neste ponto, porque o Rei serve a Nação vitaliciamente, porque reúne consenso geral entre os cidadãos e só recebe as dotações orçamentais que lhe cabem, após aprovação do Orçamento de Estado, no Parlamento; e claro, o Rei reina até morrer ou abdicar. Mas mesmo que abdique, à semelhança do que acontece nas outras Monarquias Europeias, o Rei que abdica não vive à custa dos contribuintes, mas sim do Património Privado da sua Família, logo, não é, nem podia ser, mais um encargo para os contribuintes.

 

Voltando, pois, então, à questão do “direito a…” e “ter o dever de…”, não tenhamos dúvidas que numa democracia, seja ela monárquica ou republicana, sendo ela um bem precioso para qualquer cidadão, se é verdade que é um direito conquistado, também é um dever participar, logo, concordo plenamente com os que defendem o voto obrigatório sob pena de coima, pois as elevadas taxas de abstenção também muitas vezes são sinónimo de desleixo e falta de interesse e é importante, que mesmo havendo descontentamento na sociedade, esse mesmo descontentamento deve acima de tudo ser demonstrado pelo voto. Não é ficando em casa ou fazendo outras actividades lúdicas que o cidadão irá ajudar a resolver as crises do seu país.

 

Logo, sendo a Democracia um direito de qualquer povo, também é um dever cívico, como muitas vezes se diz, sendo assim, que se legisle nesse sentido. Eu sou monárquico democrata e vou votar sempre; excepção, por principio para a Presidência da Republica, visto não me rever nela, mas se fosse obrigado legalmente a ir votar, claro que iria votar, nem que fosse em branco, porque obviamente nunca, jamais em tempo algum me iria rever nos candidatos quando apoio um Rei!

 

Abordei o dever de servir a Nação personificada no Rei, que acaba por ser eleito por consensos no Parlamento em Aclamação, no caso Português, havendo um Herdeiro Presuntivo ao Trono, tem que reunir as condições mínimas para assumir a Coroa e essas condições devem estar claramente estipuladas na futura eventual Constituição Monárquica, se um dia os Portugueses, por referendo, optarem pela Instituição Real.

 

Abordei a questão dos custos, onde questionei, mais uma vez, a desigualdade social em Republica, cujos contribuintes são obrigados a sustentar várias pensões de reforma de antigos Presidentes que a recebem antes de completarem 65 anos de vida, em comparação com a Monarquia cujo Rei e Família Real recebem uma dotação orçamental para servir o país, e não se servir dos contribuintes, e representar o país com a dignidade que este país, pela sua História e Herança, merece! Porque é isto que representa a Monarquia; a personificação no Rei de uma linhagem que fundou Portugal e o levou aos quatro cantos do mundo, e também defendendo e representando a Independência Nacional à semelhança dos Reis de Portugal no passado. E é esta linhagem, quase que diria intemporal, que prepara melhor o futuro das próximas gerações, mesmo não governando, do que qualquer presidência, se calhar mais interessada em renovar mandatos (pelo menos mais um, como está previsto na Constituição actual).

 

A Chefia do Estado é um cargo de consensos, simbólica, de união dos povos e só com o Rei, como já dei a entender, é possível.

 

E se os Portugueses lutaram pela Liberdade da sua Pátria, ao longo de nove séculos da sua História, lutaram pelos seus “direitos cívicos” ao longo dos tempos, chegando à Democracia, então é seu dever acima de qualquer querela monárquica ou republicana, de ir votar, para que faça sentido vivermos em Democracia.

 

E assim na mesma linha que a Democracia é um direito adquirido, é também dever do Parlamento, em sede de Revisão Constitucional, substituir na alínea b) do artigo 288º, a “forma republicana de governo”, pela “forma democrática de governo”, de modo a que um direito de optar entre uma Monarquia e uma Republica, que é um direito democrático, seja, efectivamente, possível.

 

E o meu desejo é que os Portugueses, antes de votarem, reflictam bem o que foi a Ditadura do Partido Democrático de Afonso Costa na I Republica, laica, presunçosa e assassina, que aliás implantada, dois anos depois do assassinato do Rei Dom Carlos e do Príncipe Real Dom Luís Filipe, há 100 anos; que recordem a Ditadura da II Republica, com um chefe de nome António de Oliveira Salazar, que sufocou a sociedade portuguesa e principal culpado do isolamento de Portugal (coisa nunca acontecida antes na nossa História) aquando da Guerra Colonial; e que recordem a Ditadura da III Republica, que vive de medos de Referendos, não só a si própria, como a outros assuntos vitais para o futuro do País, como os Tratados Europeus e a Moeda Única.

 

Portanto, Republica não é, nem nunca foi, em Portugal, sinónimo de Democracia e Liberdade.

 

Lembro que foi na Monarquia que se estabeleceram as Liberdades dos Portugueses e a verdade e, é reconhecido até pelos republicanos, que as três Constituições Monárquicas Liberais foram mais “democráticas” do que as duas primeiras Constituições Republicanas. Logo, em conclusão, a Republica foi um paradoxo no século XX que nos tem custado muito caro!

 

Como disse no programa da RTP1, Prós e Contras, o Professor Adelino Maltez, no debate “Rei ou Presidente?”, é preciso “restaurar a republica”, isto é, a confiança dos Portugueses na classe política e dar-lhe um Rei que mesmo simbólico, que seja, exerce a sua autoridade moral, independente e equidistante dos partidos políticos, junto dos Governos e restante classe política o que acabará por a credibilizar, para felicidade dos cidadãos.