Mostrar mensagens com a etiqueta direitos das mulheres na 1ª república. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta direitos das mulheres na 1ª república. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

A república e a mulher

A I República foi ainda o primeiro regime a excluir expressamente as mulheres da vida cívica, ao negar-lhes por lei o direito de voto. Nas colónias de África, seguiu uma política dura e racista, que em 1915 chegou ao genocídio das populações do sul de Angola. Afonso Costa forçou ainda a entrada de Portugal na I Guerra Mundial (1914-1918). Em dois anos, houve quase tantos mortos como nos treze anos de guerras coloniais entre 1961 e 1974. É com este regime que a nova democracia portuguesa se quer identificar em 2010?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Os direitos da mulher


"Por volta de 1900, quase todos os direitos [femininos] estavam a ser conquistados, especialmente nos países protestantes. Não havia, no entanto, uma única juíza, política, generala ou empresária em toda a Europa. Curiosamente, a monarquia, uma das mais antigas instituições, permitia ocasionalmente que uma mulher estivesse acima de todos os homens. Em 1900, a mais famosa mulher no mundo inteiro era a rainha Vitória, que então celebrava o seu 63º ano no trono britânico."

Geoffrey Blainey, Uma Breve História do Século XX
(Livros d' Hoje, 2009)

Pedro Correia no Corta-fitas

terça-feira, 11 de agosto de 2009

A república vista pelos republicanos: os truques de Afonso Costa

"Então de que se valeu o alquimista moderno para arranjar os seus superavits? Do aumento da contribuição predial que foi incidir sobre o inquilinato e o consumidor, dos direitos de encarte e que foram sobrecarregar ainda mais o funcionalismo - e da miséria dos direitos sobre o trigo importado que ele calculou em alguns milhares de contos de reis.
Contou com o adiantamento do pagamento das dívidas do Estado que vinham dos anos anteriores; com a cobrança de receitas em dívida doutros anos e com o fundo especial criado para a Marinha e que se destinara à aquisição de navios e que se esvaiu."

(Machado Santos, A Ordem Pública e o 14 de Maio, pág. 28)

Nota: este texto refere-se à 1ª república e não à actual 3ª.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A mulher e a sua condição, aos olhos dos “Democráticos” de Afonso Costa

Ainda a respeito da publicidade enganosa sobre o papel da republica na emancipação da mulher: esta nada teve que a ver com regimes, republicanos ou monárquicos, e em Portugal tratou-se antes duma coincidência cronológica (as mulheres adquirem direito ao voto sob o regime de Salazar), um fenómeno civilizacional transversal no ocidente liberal judaico-cristão. Mas afinal, como era a mulher encarada pelos revolucionários republicanos? Ora leiam esta pequena pérola autoria de Gonçalves Costa publicada em 1913 no jornal Humanidades de Coimbra conotado com o Partido Democrático de Afonso Costa:

(...) Muito se tem escrito acerca da educação da mulher, criticando as suas aberrações, traçando de varias formas qual deveria ser o seu trajecto na vida social. (...) Algumas vezes protestando contra os preconceitos que a esmagam, com um gesto repulsivo, grita revoltada pela sua emancipação. E nesta palavra ela compreende a fuga do lar, a fractura (cruel dos elos que a ligam ao esposo e aos filhos e aí vai sob a impulsividade da enganadora corrente feminista. Tristes quimeras! lutando pela sua regeneração, degenera-se. As mulheres na (sua maioria são verdadeiras crianças, com caprichos singulares, excêntricas exigências, são histéricas, nervosas, morbidamente tímidas, deploravelmente ignorantes.
Em frente desta fotografia, o que pretendem as feministas, onde quer que elas existam? (...)

Afinal, (...) Basta que ela saiba ser mãe para o que é preciso aprender. Uma parte desta sublime missão sabe-a ela instintivamente, outra desconhece-a geralmente - a educação dos filhos.



Imagem daqui

conferências da biblioteca-museu republica e resistência

Photobucket

A Biblioteca-museu Republica e Resistência tem estado muito activa na divulgação do papel da mulher na sociedade, a colar na República um papel de regime pró-activo na defesa da condição feminina. No site existe um video esclarecedor com o Dr Fernando Rosas... (o homem está em todo o lado.

bem haja