segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Porque amanhã é dia 1º de Dezembro, restaurar, restaurar

A republica não feriu somente interesses. Feriu interesses e sentimentos. Não se limitou a arremessar o paiz, manietado, aos pés da demagogia. Matou a tradição, origem de toda a inspiração, fonte de toda a renovação. Seccou as fontes dos sentimentos. Tudo materializou, tudo bestealizou. Foi como se cortasse todas as arvores, todos os arbustos, todas as hervas, lançando-lhe fogo ás raizes, como se seccasse todas as aguas e afogasse todas as aves d'um grande campo. Obra tremenda d'ignorancia. Abri os olhos, oh cegos! Oh cegos, que não vedes a devastação, a ruina, o grande incendio que devora Portugal!

Homem Christo, Banditismo Politico, Madrid, 1913

Cronologia da república - 30 de Novembro

1911
Prisão de ministros da monarquia
1913
É fechado o jornal “A revolta” de Coimbra
As eleições locais são controladas por um comité democrático, ligado a Afonso Costa
1915
Brito Camacho questiona Afonso Costa se não seria melhor a manutenção do status quo, sem necessidade de intervir na 1ªGuerra Mundial, como havia proposto
1916
Dec DG nº243 distipula as condições em que deve ser aplicada a pena de morte
1917
É fechado o jornal açoriano “O Trabalho”
1922
Protestos em Ponta Delgada
1926
António Óscar Carmona é investido como Presidente da República de forma interina, pelo governo
Segundo Carmona o 28 de Maio teve objectivo o estabelecimento da paz e concórdia



Fontes: aqui

domingo, 29 de novembro de 2009

Deposição de uma coroa de flores no monumento aos heróis da restauração


Apela-se a todos os monárquicos que compareçam sem falta no dia 1 de Dezembro às 16,00 junto ao monumento na Praça dos Restauradores empunhando uma bandeira azul e branca.
Viva Portugal, viva o Rei!

Cronologia da república - 29 de Novembro

1911

  • Abertura do “Tribunal das Trinas”
  • Greve dos camponeses Alentejanos

1913

  • Prisões políticas em Torres Novas

1914

  • É fechado o jornal “O Trabalho” de Viana do Castelo

1915

  • Entram em greve as costureiras do Porto

1917

  • O arcebispo de Braga é expulso, por ordem do governo, do país

1921

  • Os partidos políticos não conseguem criar estabilidade no país

1923

  • Aumento da contribuição predial
  • Despedimentos na função pública
  • Comparticipação do estado nos lucros das sociedades anónimas

1925

  • Dec 11300 regulamenta as condições de ida para o estrangeiro de indivíduos obrigados a cumprir o serviço militar

1926

  • Publicado decreto que alarga os poderes do Presidente da República
  • Enquanto não fosse eleito o Presidente da República, o poder era assumido pelo 1ºministro


Fontes: aqui

sábado, 28 de novembro de 2009

Cronologia da república - 28 de Novembro

1913

  • É fechado o jornal “O Rebate” de Lisboa

1914

  • Desordem em Setúbal

1918

  • Dec 5002 aprova os programas do ensino secundário

1922

  • Gago Coutinho é dispensado por lei de todas as provas e exames para a obtenção do diploma de observador aeronáutico


Fontes: aqui

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A conduta da República



Se há coisa que podemos observar é a constância da Republica, a permanência dos seus "valores", os tiques dos seus apoiantes; talvez por isso mesmo eles querem-se comemorar. Ora digam lá em que ano foi escrito este texto?

"Eles não trazem a moralidade ao poder. Qual moralidade. O seu ideal não é esse. Se Portugal se perder... é nulo o prejuízo. Não é para moralizar o poder nem para salvar Portugal que eles se filiam no partido, aderindo à república. É para caminharem sempre para a frente e para mais longe. Eis a síntese da República."

"Nobilitar" em República

No decurso da transcrição de uma notícia do Público (on-line) de ontem vi surgirem alguns comentários perentórios. Não coloco em causa o nome do Doutor Jin Guo Ping – já havia lido anteriormente este artigo, que me é absolutamente fidedigno. O que eu evoco é a hipocrisia e a retórica do regime e dos camaradas que erguem o peso da "Constituição" para tudo e mais alguma coisa; não aceitam o mérito pessoal senão o "mérito" em seitas, não aceitam o esforço em prol dos outros senão o esforço em prol dos seus, não elegem – elegem-se –, não reconhecem distinções seculares senão as bastardas da república. O que não aceito é uma República que nos impinge sarcásticamente o igualitarismo e ao mesmo tempo vai distribuindo berloques para colorir a penumbra.

Cronologia da república - 27 de Novembro

1910

  • Protesto de caixeiros

1911

  • Desalojamento de sacerdotes em Lisboa

1925

  • Manifestações pela protecção das colónias


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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sacanices a soldo de Pequim...



Nem passaram vinte e quatro horas desde a condecoração do Dr. Jin Guo Ping e já se erguem as mesmas vozes dos "jornais de referência", fazendo um favor à diplomacia de Pequim. O mundo das negociatas e o franzir de sobrolhos dos mandarins que trocaram os maoístas pijamas verdes pelos globalizantes fatos cinzentos "Arremani" ou "Vézatche", podem, porque pagam.

Que vergonha, esta humilhação pública de quem tem sido ao longo de décadas, um estrénuo defensor da portugalidade, fazendo ruir as fantasiosas construções anglo-saxónicas que os ventos de loucura midesca de Pequim bafejam benevolentemente! A gente que o dr. Ping ajudou a fugir ao inferno pós-Tianamen, é comparável aos que ousaram saltar o Muro de Berlim.

Como patriota e monárquico, creio que seria uma grande iniciativa da mais elementar justiça, a nomeação do Doutor Jin, como Cavaleiro da Ordem de N. S. de Vila Viçosa. Aqui deixo o apelo ao Senhor D. Duarte de Bragança! A Ordem do Infante D. Henrique, é exactamente a mesma que outrora foi concedida a Charles Boxer, o grande historiador da expansão portuguesa e autor de O Império Marítimo Português. Neste caso, Belém agiu com acerto.

A nossa imprensa do copy-paste, gosta de viajar, de convites e de cocktails. Pouco se lhe dá se os métodos persuasivos de Pequim, obedeçam à velha e conhecida cartilha do dr. Goebbels e que tão pressurosamente foi copiada pelos sátrapas do Kremlin. Quem fez o servicinho ao PCC, decerto terá um envelope à espera. Com um bilhete de avião, reserva marcada em hotel de luxo e quengas à disposição. Entre uma visita à Grande Muralha e outra ao Palácio de Verão, umas comprinhas no centro comercial.

Quem falou em "nobrezas"? Quem falou em República? Quem falou em igualdades?


Calma sr. presidente! Ainda não estamos em 2010!

"O Presidente da República, Cavaco Silva, condecorou na terça-feira um cidadão chinês que há 15 anos foi condenado em Portugal pelo crime de auxílio à imigração ilegal.

Apesar de sempre ter clamado inocência, Jin Guoping foi condenado a 15 meses de prisão, pena que foi suspensa, depois de em 1994 ser considerado o principal responsável de uma rede que tentava passar cidadãos chineses a partir da península Ibérica para os Estados Unidos.

Na terça-feira o cidadão chinês, que vive em Portugal há cerca de 20 anos e que de início desempenhou a função de tradutor, acabou por receber a Ordem do Infante D. Henrique sem que ninguém soubesse que no seu registo criminal existia uma condenação, conforme refere a TSF. A mesma rádio diz que no processo de candidatura de Jin Guoping não havia indícios da alegada prática do crime e que o registo criminal nem sequer chegou a ser examinado."

In Público, 26 de Novembro 2009
Imagem picada aqui

Cronologia da república - 26 de Novembro

1911

  • Tumultos populares em Lisboa
  • 18 mortos e 200 feridos num protesto radical
  • Tentativa de linchamento de Machado Santos

1914

  • Conflitos entre a Carris e a Câmara Municipal do Porto

1917

  • Greve dos operários do Município de Lisboa

1919

  • Lei 910 manda ocultar todos os processos de imprensa compreendendo os meses de Dezembro de 1917 e 1918


Fontes: aqui

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Para os Republicanos convictos e para todos os que estão em pulgas para celebrar a república, em especial à Comissão Oficial, oferecemos estas fontes

Na rua Nova da Trindade, no 2º andar, por cima mesmo da redacção do Paiz, ha uma casa de passe, dirigida por uma matrona portugueza e conhecida pelo nome Petit-Hotel. Ha por alli lindas pequenas...á venda. Uma das ultimas noites visitava officialmente esse cabaret o sr. dr. Affonso Costa com o seu adjunto Ribas de Avellar, e dizendo officialmente, porque apenas o ilustre democrata entrou na sala, logo uma caixa de musica rompeu com a Marselheza, em tom marcial. O que sabemos é que o ilustre pae da patria discutia "politica", d'ahi a pouco, com a dona da casa, uma ilustre matrona, que é... partidaria do Mundo.
E' deante d'um partido (Republicano) constituido por gente d'esta ordem, desde o Borracho, que fez pagar por 500$00 reis o serviço d'introduzir um burguez indinheirado na alcova da mulher que lhe concede as suas graças, desde o Bombarda, que não contente com os 500 ou 600$00 reis que recebe mensalmente da sua adorada, ainda mette em Rilhafolles, para ficar absolucto da fortuna, o marido atraiçoado, desde esses dois janotas, altas columnas da egreja partidaria, até ao safardana do Carlos Trilho ao bigorrilhas do França Borges, é deante d'um partido constituido por gente d'essa ordem, ladrões, bebedos, assassinos, cavalheiros d'industria, uma enorme troupe de bandidos, pulhas e canalhas, que emudecem de medo os jornalistas monarchicos, que fogem aterrados os ministros, que curvam humildemente a cabeça os presidentes do conselho e que obedece humildemente o proprio chefe de estado.
Que outra prova desejam da espantosa inferioridade d'esta terra desgraçada?
Isto não é uma patria.
Isto é um prostibulo dentro d'uma cloaca.

Jornal Povo de Aveiro, 21 de Agosto de 1910

Cronologia da república - 25 de Novembro

1910

  • Greve dos trabalhadores da companhia do gás e electricidade de Lisboa
  • Greve de ferroviários

1911

  • O bispo da Guarda é proibido pelo governo de residir no seu distrito durante dois anos

1917

  • É fechado o jornal “O povo de Abrantes”

1918

  • É fechado o jornal açoriano “O Atlântico”

1919

  • É preso um elemento implicado no atentado contra Afonso Costa

1922

  • Dec 8505 aprova o regulamento da faculdade de enfermagem

1924

  • É fechado o jornal “Jornal do Norte” de Braga

1925

  • Extinção do ministério do trabalho


Fontes: aqui

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Com a República não há salvação possível, ontem e hoje

Com a República não ha salvação possivel. Uma esperança! Uma única! A restauração monarchica poderia trazer uma reacção benefica. Uma salutar licção para monarchicos e para republicanos. Talvez retardasse um pouco, pelo menos, a queda rapida, escorregadia e lobrega em que vamos para o abysmo. Mas com a república, está inteiramente, e desde já, tudo perdido.

Homem Christo, Banditismo Político, Madrid, 1912

Cronologia da república - 24 de Novembro

1910

  • Greve de ferroviárias

1911

  • Conflitos entre republicanos

1912

  • Greve dos trabalhadores de cortiça em Silves

1915

  • Greve geral em Guimarães

1917

  • Existência de sociedades criminosas

1920

  • Crise política

1922

  • Desordens em Ponta Delgada, derivado as eleições municipais

1923

  • Segundo António Lino Neto acerca do governo de Ginestal Machado, é que, a desconfiança em relação aos políticos têm de acabar para Portugal não entrar numa ditadura


Fontes: aqui

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Continua o Branqueamento da História

Manuel Teixeira Gomes inspira concurso literário infantil e juvenil

“Gentes e paisagens do Algarve – Evocação de Manuel Teixeira Gomes” é o tema do concurso.
O Branqueamento republicano chegou ao ponto de dar o nome de um pedófilo confesso a um concurso infantil. Certamente que não haverá crianças e jovens a escrever sobre as suas experiências sexuais com adultos, pelo que Teixeira Gomes não será evocado como desejaria.
Teixeira Gomes, eleito presidente, apenas ocupou o cargo por 3 meses. Demitiu-se e fugiu, com o seu jovem amante para a Argélia.

Cronologia da república - 23 de Novembro

1912

  • António Granjo e Álvaro de Castro enfrentam-se em duelo

1918

  • Atentados bombistas em Lisboa

1924

  • José Domingues dos Santos reconhece que os governos da república colocaram-se abertamente ao lado dos exploradores contra os explorados


Fontes: aqui

domingo, 22 de novembro de 2009

O "Presidente" de todos os trauliteiros.


Imagem picada daqui.

... berrou Afonso Costa, no Parlamento. Podia fazê-lo, e fê-lo sem sofrer represálias. A sua teatralidade granjeava-lhe fama. E conseguiu-a. O poder, segundo a sua cartilha, não se obtinha com pézinhos de lã. Aliás, com a mesma simplicidade que insultava o rei e as instituições, agredia os seus correligionários, mais tarde: – Ah, seu canalha! E, levantando a mão armada de um "box de ferro", assentou-lhe uma forte pancada na cabeça. Logo, os indivíduos que acompanhavam o dr, mettendeo-se na contenda, agarram os dois, mas permittindo que o dr. Costa continuasse aggredindo violentamente o sr. José Sampaio.

Cronologia da república - 22 de Novembro

1912

  • A portaria DG nº27 nomeia o júri do concurso para a construção do monumento ao marquês de Pombal em Lisboa

1914

  • Protestos em Lisboa
  • Jaime Cortesão critica o governo

1915

  • Greve dos estudantes de liceu

1918

  • Greve de ferroviários
  • Actos de sabotagem
  • Fecho de associações operárias

1921

  • É fechado o jornal “O trabalho” de Angra do Heroísmo

1925

  • As eleições legislativas ocorrem com inúmeros protestos pelo país


Fontes: aqui

sábado, 21 de novembro de 2009

Cronologia da república - 21 de Novembro

1910

  • Distúrbios em Alter do Chão

1920

  • É proibido um comício de trabalhadores da câmara municipal de Lisboa em greve

1922

  • Atentado bombista numa igreja em Lisboa
  • Abandono dos campos pelos camponeses de Aljustrel em solidariedade com grevistas presos


Fontes: aqui

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Cronologia da república - 20 de Novembro

1915

  • Greve dos alunos das escolas industriais de Lisboa

1918

  • Manifestação contra a demagogia republicana em Lisboa

1921

  • O general Gomes da Costa critica a Republica como um fracasso, com uma política desastrosa, favorecendo uma oligarquia
  • O general Gomes da Costa é aliciado a liderar uma conspiração contra a Republica


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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

"Descargas" quotidianas na república portuguesa

"Pois o único civil que acompanhou a força armada para atacar os assaltantes(1), foi o referido José Júlio Costa(2), agora autôr do nefando assassinato, tendo este pedido ao sargento Martins, da Guarda Republicana, para fazer descargas cerradas para os ditos assaltantes e foi um dos que mais queria que se matassem os chefes dos soviets".

Jornal O Tempo, 19 de Dezembro de 1918

(1) Tumultos em Odemira
(2) autor do atentado que matou Sidónio Pais e que "participava", em várias facções, activamente, na construção da "liberdade, igualdade e fraternidade" em Portugal

O que foi a implantação da República? O que foi a moral dos republicanos?

As quadrilhas não lhe sahiram ao caminho pela sua tyrannia, falsa tyrannia como havemos de provar; mas por elle (El Rei D. Carlos) se ter resolvido, emfim, a defender a todo o transe as chaves do thesouro. Perdoaram-lhe todos os crimes. Não lhe perdoaram essa virtude. Morto elle, a corõa, no dia seguinte, rendeu-se a assassinos. O poder cahiu na lama. O principio e a força da auctoridade, já tão abalados, extinguiam-se de todo. E desde essa hora solemne quem reinou em Portugal não foi D. Manuel, filho e successor do rei assassinado. Foi a carabina do Buiça. Podia mais este assassino, do fundo da sua sepultura, que a lei, o direito, o sceptro, a policia, o exercito, todas as forças moraes e materiaes d'uma monarchia que ha quasi oito seculos vivia.

Homem Christo, 1912

De 1902 – mais dados que agradeço sejam tidos em conta pela Comissão oficial do Centenário - II


No seguimento do artigo anterior, a carta publicada por José Pereira de Sampaio, mais conhecido por Sampaio Bruno, onde este se afasta do partido republicano, trouxe desenvolvimentos – à boa maneira republicana cuja ética, que agora se quer comemorar(!), viria a ser aplicada no regicídio e no golpe de estado de 1910:

Hontem, por volta das 9 horas menos um quarto da noite, sr. José Pereira de Sampaio descia, só, tranquillo e socegadamente a rua de Sá da Bandeira, d'esta cidade. Atravessou a rua, vindo da tabacaria Gonçalves, o dr. Affonso Costa, acompanhado de vinte individuos, aproximadamente. Subito, o dr. Affonso Costa, dirigindo-se ao sr. José Sampaio, berrou-lhe: – Ah, seu canalha! E, levantando a mão armada de um "box de ferro", assentou-lhe uma forte pancada na cabeça. Logo, os indivíduos que acompanhavam o dr, mettendeo-se na contenda, agarram os dois, mas permittindo que o dr. Costa continuasse aggredindo violentamente o sr. José Sampaio. (...)

Jornal Voz Publica, 12 de Janeiro de 1902

Nota: Para os distraidos este dr. Costa, na República, foi parlamentar (1911-26), Ministro da Justiça (1910-11), Ministro das Finanças (1913-14 e 1915-17), Presidente do Ministério (1913-14, 1915-16 e 1917), não esquecendo que exortou o atentado terrorista a um chefe de estado (D. Carlos), foi mação do Grande Oriente Lusitano Unido, iniciado (1905) na loja O Futuro (Lisboa), com o nome simbólico de Platão e chegou a estar indigitado para as funções de Grão-Mestre do GOL.

Cronologia da república - 19 de Novembro

1910

  • O decreto DG nº41 define uma obra de arte

1911

  • É fechado o jornal “Democracia do Norte” de Viana do Castelo
  • É fechado o jornal “O semanário” de Chaves
  • Greve de padeiros
  • Conflitos dos grevistas com a polícia

1918

  • Numa greve de ferroviários há a ocorrência de sabotagem

1920

  • Segundo o decreto 7151 os nativos das colónias Portuguesas, só têm a cidadania se integrarem os usos Portugueses

1921

  • O general Gomes da Costa prepara uma conspiração militar

1922

  • É fechado o jornal “Liberal” da Covilhã

1924

  • O governo é derrubado pela Assembleia

1925

  • É fechado o jornal “O democrático” de Évora
  • Tentativa de derrube da Republica


Fontes: aqui

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Cronologia da república - 18 de Novembro

1915

  • O governo proíbe a exportação de enxofre

1917

  • Atentado bombista no Porto

1918

  • Greve geral promovida pela União operária Nacional
  • O exército, a mando do governo, ocupa as estações dos caminhos de ferros, para, evitar uma greve de ferroviários
  • Camponeses fazem greve em Évora e os seus líderes são deportados para África
  • Os efeitos da greve de Évora fazem-se sentir no Algarve e em Setúbal
  • Manifestação de operários gráficos
  • Manifestação de marceneiros
  • Prisão de sindicalistas

1919

  • Dec 6234 Revoga o decreto que mobilizou membros da GNR para patrulhas no país
  • O governo declara livre o comércio da batata, arroz e feijão

1920

  • Tentativa de derrube da República em Lisboa


Fontes: aqui

terça-feira, 17 de novembro de 2009

De 1902 – mais dados que agradeço sejam tidos em conta pela Comissão oficial do Centenário


Meus prezados collegas da Voz Publica.
Considero a nova organização do Partido Reublicano, approvada no Congresso de Coimbra, como inteiramente anti-republicana. Considero-a offensiva do suffragio popular. Considero-a offensiva da dignidade pessoal e jornalistica: Considero-a offensiva da autonomia das aggremiações. Considero-a como facciosa e absolutista. Ella é incompativel com os principios e sentimentos democraticos. (...) Entendo, pois, que me cumpre o dever de tornar publico o exercicio de um direito: e, em consequencia, declaro desligar-me, desde hoje em deante, da disciplina partidaria, deixando de pertencer ao partido republicano, assim, novamente organizado. Recupero a minha liberdade plena: de homem, de cidadão, de escriptor.

Porto, 8 de janeiro de 1902
José Pereira de Sampaio*

*In Jornal Voz Publica

Realidades ditas por eles. Realidades pagas por nós, ontem e hoje


(...) O Partido Republicano não de emenda. O Partido Republicano esta cada vez peor. E, isso, sendo um grande perigo, é, ao mesmo tempo, uma verdadeira afronta ao paiz, onde o partido Republicano procede como se fora um exercito invasor. Isto é d'elles. Mas é d'elles à má cara. Mas é d'elles a ferro e a fogo.

Artigo de Homem Christo, Jornal Povo de Aveiro, 3 de Maio de 1908


Cronologia da república - 17 de Novembro

1910

  • Sindicalistas são presos
  • Sai um artigo num jornal a pedir o fim das greves

1914

  • É proibida uma revista satírica do exército português
  • A assembleia é convocada extraordinariamente por decreto

1917

  • Os liceus nacionais são encerrados pelo governo devido a greve estudantil

1920

  • Dec 7123 Aumenta o crédito para despesas com a manutenção da ordem pública
  • Greve de marítimos

1922

  • São despedidos pessoal da função pública
  • Em entrevista, Leote Rego alerta para a ambição da África do Sul em relação a Moçambique


Fontes: aqui

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

É esclarecedor

..."Quer se queira quer não, quer se goste ou não, a verdade é que muitos portugueses revelar-se-iam dispostos a considerar como um dos raros casus beli a eventualidade de uma restauração monárquica."

AAVV, A vida da República Portuguesa 1890-1990, cooperativa de estudos e documentação universitária editora, Lisboa, 1991, pág 4

Os "relatórios" da República, ontem e hoje

Esta preciosidade, rara, editada em 1919 por um Inspector da Judiciária chamado Eurico de Campos devia ser lida pelos nossos meninos contemporâneos logo na escola primária. Aqui, neste livrinho de 46 páginas, ficamos a perceber o que moveu a "implantação" da República, o que motivou e ainda motiva os republicanos e ficamos, igualmente, a saber o que valem os relatórios de investigação na república.
Este "autor" viria a ser preso após o atentado que vitimou o Sidónio Pais, aliás, este relatório foi escrito na prisão. Enquanto "inspector", Eurico de Campos mandava libertar cidadãos que eram presos, concerteza, por praticarem actos bondosos (onde é que eu tenho visto isto...), muitos dos quais semelhantes ao acto bondoso que vitimou o seu "amigo" Sidónio.
E diz o autor assim: "(...) E se aos presos dei imediata liberdade; se puz de parte denuncias; se afastei denunciantes e rasguei mandactos de captura, fi-lo apenas dominado pela justiça e pelo desejo de bem servir a república; visto que êles, tinham um unico crime: o "crime" de serem republicanos! Denuncias e denunciantes foram acolher-se no gabinete do comissário (...) forçando-me a intrometer nos serviços do comissário e obrigando-me a que me impozesse e evitasse desta forma muitas prisões preventivas e a deportação como "vadios" de muitos homens de trabalho, cujo único crime era serem bons e dedicados republicanos."

Não preciso de informar que para o autor o assassino de Sidónio (também de nome Costa e que nos interrogatórios se dizia maçon!) foi comandado pelo "braço monárquico".
Está agora explicado a bondade do regime para com os delinquentes assim como a amnistia presidencial que a República concedeu aos dedicados republicanos das FP25!


Livro: arquivo da Casa Amorim de Carvalho, Porto

Cronologia da república - 16 de Novembro

1910

  • Comício no Rossio contra as greves
  • Greve nos eléctricos
  • Protestos de 4000 sapateiros e pedreiros
  • Greve de ferroviários

1915

  • Nomeação de um biógrafo sobre o Marquês de Pombal

1917

  • É fechado o jornal “O povo do Algarve” de Tavira

1918

  • Atentados bombistas em Lisboa

1926

  • António Óscar Carmona assume as funções de Presidente da República a título interino

Fontes: aqui

domingo, 15 de novembro de 2009

Cronologia da república - 15 de Novembro

1910

  • Greve de ferroviários

1911

  • Os pensionistas do Estado em Paris ficam sem subsídios

1920

  • O estatuto da academia das ciências de Lisboa é suspenso pelo decreto 7119


Fontes: aqui

sábado, 14 de novembro de 2009

Os Republicanos, a República, a política republicana, ontem e hoje - II

(...) Affonso Costa recebia treze contos, a titulo d'umas tretas, por ... sustentar, como influente republicano, como dirigente republicano, como deputado republicano, como chefe republicano, o pleito da "Companhia dos Phosphoros", n'um caso escuro, n'uma infame negociata em que iam envolvidos os interesses e a honra do paiz, n'uma vil judiaria. Uma grande vergonha. Porque evidentemente, a Companhia não foi procurar o Affonso Costa como advogado. Não precisava d'elle para nada. Já lá tinha advogados e advogados eminentes. Precisava d'elle mas era como deputado republicano, e deputado republicano por Lisboa.

Jornal "Povo de Aveiro", 11 de Agosto de 1907, artigo de Homem Christo

Os Republicanos, a República, a política republicana, ontem e hoje

Ill.mº Ex,mº Srº

Ahi vão as informações que me deu sobre o celebre Affonso Costa o official da contabilidade de secretaria da universidade.
O Affonso Costa, antes de ser deputado, e depois de sahir de Coimbra, abonava as faltas com certidões de medicos que attestavam a doença d'elle, e contava-se-lhe e recebia todos os mezes o ordenado. Como o abuso se prolongava, baixou da reitoria uma ordem para não acceitar certidão de abonação de faltas. Desde que foi elleito deputado, sempre se lhe tem contado ordenado, e elle tem-no recebido, sendo o bedel da faculdade que o recebe e lh'o remete para Lisboa. O ordenado conta-se-lhe sempre, porque quando a camara está fechada, pertence elle a uma comissão extra-parlamentar, não sei de quê, mas que obteve da camara para poder receber o ordenado sem trabalho. Este é um catões que se propoem salvar a pátria!

Sou de
V.ª Ex.ª
attº v.r.m. obrigado
Manuel d'Oliveira Chaves Castro
Coimbra, 22 de Junho, 1910*

E o que diz hoje o regime acerca deste homem, por ex. no site do "Tribunal de Contas"?: Professor de finanças públicas em Coimbra, Afonso Costa tornou-se numa referência da República, defendendo a disciplina nas contas e a existência de um eficaz orgão fiscalizador.

*fonte: Homem Christo, Banditismo Político, volume I, Madrid, 1912

Cronologia da república - 14 de Novembro

1912

  • Protesto nas colónias Portuguesas da Índia

1914

  • O seminário da Guarda é fechado

1917

  • É fechado o jornal “O Liberal”
  • O seu director e redactores são expulsos de Portugal

1918

  • Dec 4961 aprova o regulamento do ensino secundário feminino

1921

  • Dec. 7802 regula o funcionamento das escolas primárias

1922

  • O director da CP é alvejado a tiro

1925

  • Comício na sede da confederação geral dos trabalhadores em Lisboa contra as deportações de operários


Fontes: aqui

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Não é "estar a bater no ceguinho" é "estar a curar o ceguinho"

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Cronologia da república - 13 de Novembro

1911

  • Afonso Costa “Não quiseram governar comigo, não puderam governar sem mim”

1919

  • Dec 6220 autoriza a importação de açúcar cristalizado, proibindo a produção nacional desse produto
  • É fechado o jornal “A evolução” de Vila Real

1920

  • Roubo no convento de Lorvão

1922

  • É fechado o jornal “A Palavra” de Lisboa


Fontes: aqui

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Estado Terrorista


Já cansa. Não há um dia em que não se leiam artigos a defender o Estado Novo como uma "ilha" isolada no século XX. O principal propagandista é o sr. Soares que até no folhetim televisivo Gato Fedorento pretendeu reeditar a história ao proferir que "a ditadura Salazarista não foi República"!
Se apelidam a "II República" como Estado Novo é urgente apelidar a "I República" de Estado Terrorista. Talvez assim as criancinhas percebam melhor a história de Portugal.

Jornalistas perseguidos pela 1ª república


Desde 1919 a vigilância e repressão da imprensa passaram para a esfera de competências da Polícia de Segurança do Estado. Agindo sempre num muito vago enquadramento legal, pois a República mantinha-se firme na proclamação da plena liberdade de expressão – exceptuando o breve interlúdio de censura que acompanhou a intervenção portuguesa na guerra -, as autoridades republicanas evoluíam para uma forma de perseguição mais profissional e sofisticada.

A não prder na integra este impressionante testemunho do jornalista Norberto Lopes do diário republicano “A Manhã” em 1910 recuperado por Carlos Bobone a respeito da prisão dos jornalistas Félix Correia e Manuel Ribeiro.

Cronologia da república - 12 de Novembro

1910

  • Conflitos entre Republicanos

1911

  • É fechado o jornal “Beira Baixa” de Castelo-Branco
  • O ministério de João Chagas é exonerado

1916

  • É fechado o jornal “O Liberal” do Funchal
  • É fechado o jornal “O concelho de Viseu”

1922

  • É fechado o jornal “A voz do Povo” de Lisboa

1923

  • É fechado o jornal “O trabalho” de Coimbra


Fontes: aqui

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

O banqueiro também, que não é parvo, só não pode é assumi-lo

Na segunda-feira, durante o lançamento da biografia de Fontes Pereira de Melo (Alêtheia editores), a insuspeita autora, Maria Filomena Mónica, afirmou na presença do seu amigo Artur Santos Silva, presidente da Comissão para as Comemorações do Centenário da República, claramente não ter dúvidas quanto a preferir viver na monarquia constitucional do que na 1ª república.

Do nosso enviado especial Vasco Rosa

Cronologia da república - 11 de Novembro

  • 1910
  • Afonso Costa propõe a transladação dos restos mortais do marquês de Pombal para os Jerónimos
  • Manifestações no liceu de Faro
  • Dec. D.G nº36 Extingue a faculdade de Medicina do Funchal
  • 1911
  • É nomeada uma comissão, por decreto, para seleccionar todos os documentos que interessem à história e a administração colonial
  • 1915
  • Greve dos operários do Porto de Lisboa
  • O ministro do Interior é exonerado do cargo
  • 1919
  • É fechado o “Jornal da Tarde” de Lisboa
  • 1921
  • Amnistia a todos os militares que tenham cometido determinados crimes ou infracções
  • 1924
  • Greve dos trabalhadores dos telefones de Lisboa


Fontes: aqui

terça-feira, 10 de novembro de 2009

A propósito da Censura e do anterior post




Todos os testemunhos fotográficos testemunharam a imponência dos funerais do rei D. Manuel II. Assustando o "regime da situação" na sua nova vertente de salvação do 5 de Outubro, comboios encheram-se de gente que de todos os pontos do país afluiu à capital, prestando aquela que desde o Regicídio, seria a maior homenagem pública de que havia memória. O corpo do rei esteve exposto em S. Vicente por um dilatado período de tempo, tal a dimensão da manifestação de pesar. Isto encontra-se testemunhado por reportagens imparciais, nacionais e estrangeiras, que além de centenas de fotografias e de milhares de cartas trocadas, consistiram numa justa homenagem ao monarca que ficou conhecido pelo Patriota.

Apesar desta bem conhecida verdade dos factos, ontem, tal como hoje, existia uma censura que distorcia a notícia, calava as consciências e ameaçava pelo descarado despudor e manipulação. Assim, a imprensa oficial da 2ª república fazia difundir a velada ameaça, susceptível de ser lida nas entrelinhas. Dizia que ..."os últimos chapéus altos da monarquia estavam presentes em S. Vicente de Fora. No Terreiro do Paço, toda a causa monárquica cabia em dois automóveis modestos."

Quando figuras do regime - como Mário Soares - tentam a todo o transe demonstrar o "monarquismo" do Estado Novo e e a inexistência de uma situação de república no Portugal de 1926-74, a linha editorial prosseguida durante mais de quatro décadas, desmente as patéticas, mentirosas e abusivas alegações. São bem conhecidos os movimentos policiais em torno da rainha D. Amélia, quando a soberana visitou Portugal em 1945. Escassas notícias publicadas pelos jornais da "situação" e do tolerado "reviralho", impedimento da divulgação de toda a agenda oficial da rainha, a sua discretíssima chegada de comboio à Estação de Entre-Campos (Lisboa), a gorada insistência em apartar D. Amélia do contacto popular. Conhece-se a carta da rainha a Salazar, em que esta alfinetava graciosamente o presidente do Conselho, salientando a constante "companhia" da indesejada policia política do regime. Apesar de tudo, as enormes manifestações populares de regozijo nas ruas, montras do comércio no país e em todos os locais onde D. Amélia se apresentou, desmentiram e assustaram o regime do poder e da sua oposição: o regime oficial da 2ª república e os dejectos sobreviventes da 1ª que para cúmulo, seis anos depois seriam ambos ultrajados nas ruas de Lisboa, quando do funeral da rainha. Centenas de milhar de pessoas invadiram as ruas, ultrapassando a presença popular nas pompas fúnebres de D. Manuel. Nunca mais se viu tal manifestação de pesar em Portugal.

No dia em que a oficialmente inexistente censura actua uma vez mais, convém recordar, pois este Centenário da República não passa da consagração da miséria mental a que este país chegou. Da descarada esquerda à cobarde e colaboracionista direita.

Um dia destes, ainda ouviremos os senhores Cavaco ou Soares perorar acerca da bandeira que durante mais de quatro décadas esteve hasteada na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso. Ficaremos a saber que "oficialmente" a bandeira verde-vermelha não era a da república, mas talvez, a da Casa Gucci. Que gente...

Para lá do MURO da República

«Os últimos chapéus altos da monarquia estavam presentes-mas em S. Vicente de fora.No terreiro do Paço tôda a causa monarquica cabia em dois automóveis modestos"


Artigo da imprensa "oficial" acerca do Funeral do Rei. D. Manuel II, 1933


Texto e foto do blogge "Causa Real"

Cronologia da república - 10 de Novembro

1911

  • Motim em Alenquer

1912

  • Greve dos camponeses de Nisa

1917

  • Assalto a padarias em Lisboa

1922

  • Greve dos trabalhadores dos eléctricos do Porto


Fontes: aqui

domingo, 8 de novembro de 2009

Cronologia da república - 8 de Novembro

1924

  • José Rodrigues Migueis reconhece que as eleições na província são falseadas

1925

  • Na eleição nº52 para o congresso da república Salazar candidata-se por Arganil, como activista do CCP
  • Segundo Raul Proença o problema da República é o esmagamento dos pequenos partidos


Fontes: aqui

sábado, 7 de novembro de 2009

Cronologia da república - 7 de Novembro

1918

  • As disciplinas que devem vigorar nos vários cursos das Faculdades de Letras de Coimbra e Lisboa, são determinadas por decreto

1922

  • Distúrbios e agitação social em Lisboa
  • Agitação em Lisboa com mortos e feridos

1924

  • A polícia acaba com as comemorações do 7º aniversário da revolução russa

1925

  • O tribunal militar absolve os implicados no 18 de Abril
  • António Sérgio é apologista de “uma ditadura de reforma”
  • O impulso messiânico da república acabara


Fontes: aqui

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

«Os republicanos e o comicio do Porto» [visto do interior de Portugal]

No meio da crise angustiosa, que temos atravessado, e continua, vemos os republicanos, propugnadores das ideias avançadas, apparecerem na praça publica, a fazer manifestações ruidosas, a voltar aos ventos e encher os ouvidos da plebe, de palavras de patriotismo, com o fim, não de resolver o momentoso problema da dificil situação economica e financeira, que nos assoberba, mas -oh! patriotas- para tão sómente crearem difficuldades ao governo.
Discursos, palavras, gestos declamatorios, telegrammas para a imprensa estrangeira annunciando a revolução, eis as armas que de se serve esse grupo de portuguezes para salvar a situação.
Só a república -entendem esses senhores- póde salvar o nosso credito abalado, restaurar as nossas finanças e melhorar a situação economica do paiz.
É ridiculo esse movimento; magoa até, vêr meia duzia de aventureiros, appellidarem-se de portuguezes, todos inchados de patriotismo, apresentaram-se para salvar a patria, quando, na quasi totalidade, ignoram os principios mais rudimentares de administração publica e desconhecem por completo a forma de restaurar o nosso credito e finanças.
Nem um plano, nem um alvitre, sequer, indicam. Cerebros vasios que, na sua ignorancia, pretendem saltar por cima dos homens praticos e de reconhecido saber, para impõrem uma ideia ao paiz que poderá ser bonita como ideal, mas deixaria em peor estado a nossa situação.
Quando, depois do ultimatum houve o movimento contra a Inglaterra pelo assalto de tigre com que nos feriu na nossa dignidade nacional, houve enthusiasmo que, por vezes, subiu até ao delirio, e a resistencia, embora exhorbitante, produziu algum resultado util.
Assim houve, e ainda ha, quem movido justamento pelo odio contra a Inglaterra, repudiasse productos da industria ingleza, para se fornecer dos de industria nacional. Este facto é legitimamente patriotico. (…)
Á semelhança do que se fez desejaria eu que esses patriotas republicanos, em vez de blafesmarem na praça publica, e insultarem pela imprensa as instituições e os homens publicos, se congregassem e unissem em um só pensamento, promovendo por todos os meios uma grande subscripção que tendesse a exonerar-nos dos encargos que pesam sobre a nação; que apresentassem e publicassem planos financeiros com o mesmo fim; e finalmente que fizessem alguma cousa de util e proveitoso para o paiz.

F., - A Justiça [de Cinfães], 5-Setembro-1897.

Nota: Este artigo refere-se ao comício realizado na rua do Bonjardim no dia 13 de Junho de 1897 e onde Afonso Costa, que mais tarde haveria de ser um dos mais destacados paladinos do extremismo republicano português, fez um discurso inflamado perante um auditório de comerciantes e caixeiros - território humano bastante susceptível de adesão aos movimentos minoritários e revolucionários do republicanismo. Era aliás esta pequena burguesia, juntamente com o proletariado e operariado rural destacado no Porto, que levava até Cinfães os ideais de república, que relutantemente contaminariam os jornaleiros, lavradores ou proprietários locais, pouco instruídos, pouco politizados e tementes à Religião.

Cronologia da república - 6 de Novembro

1911

  • Instabilidade em Angola
  • António José de Almeida é insultado em Lisboa e no Porto

1918

  • Proclamação dos “núcleos de oficiais” assinada pelo General Jaime Leitão de Castro

1919

  • Novo atentado contra o industrial Alfredo da Silva

1920

  • Lei 1063 abre crédito para despesas com a manutenção da ordem pública

1921

  • O decreto 7781 dissolve a Assembleia da República

1924

  • A agência financial do Rio de Janeiro é nacionalizada por decreto

1925

  • É fechado o jornal “O Democrata” de Coimbra
  • É fechado o jornal “A defesa” de Coimbra


Fontes: aqui

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cronologia da república - 5 de Novembro

1913

  • É fechado o jornal “O porto da horta”

1919

  • Bernardino Machado é reintegrado como professor na faculdade de ciências de Coimbra



Fontes: aqui

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A explicação na Nova História de Portugal para o fracasso da 1ªRepública

..."Vítima sobretudo do conflito mundial, cujos efeitos começou a sentir em 1914, a 1ªRepública Portuguesa foi, de certa maneira, um regime sem sorte, que os acontecimentos internacionais impediram de se robustecer e cristalizar"....

Nova História de Portugal. Da Monarquia para a República, direcção de Joel Serrão e A.H. de Oliveira Marques, vol XI, Lisboa, editorial presença, 1991, p.700

O programa do governo não refere as comemorações do centenário da república

Retirado hoje do blogue causa nossa, da autoria de Vital Moreira


http://causa-nossa.blogspot.com/2009/11/programa-do-governo-2.html

Cronologia da república - 4 de Novembro

1910

  • É extinto o lugar de administrador geral das alfândegas

1911

  • Anarquia em Angola

1913

  • Dec. D.G nº259 Autoriza a importação de trigo para consumo

1919

  • Protesto em Moçambique contra a “desnacionalização colonial”

1921

  • Dec. 7780 Proíbe o ensino a quem questione a Republica
  • O general Gomes da Costa em entrevista, responsabiliza Manuel Maria Coelho pelo 19 de Outubro
  • É fechado o jornal “Imprensa livre” de Lisboa


Fontes: aqui

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Cronologia da república - 3 de Novembro

1911

  • Descrença em relação ao partido republicano

1919

  • É fechado o jornal “A verdade” do Funchal

Fontes: aqui

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

A "Face Oculta " da III República

Ouvimos recorrentemente ser proferida de forma grandiloquente a expressão "ética republicana", designadamente nos discursos dos mais altos responsáveis do regime em que vivemos. No entanto, estes glosadores de Frei Tomás têm uma concepção muito própria da ética.
Como se tem visto nestes últimos dias, e com a devida salvaguarda da presunção de inocência, há quem pareça utilizar o sector empresarial do Estado e empresas ainda ligadas a este de forma criminosa, visando enriquecer rápida e vorazmente. Na verdade, não era verdadeiramente segredo para ninguém que a contratação pública de obras, prestação de serviços e até equipamentos militares tem sido uma das maiores vítimas da apregoada "ética republicana", mas é surpreendente ir constatando a aparente facilidade e desfaçatez com que se contorna ou mesmo viola a lei.
Quando são os responsáveis máximos de empresas estatais ou participadas do Estado, alguns deles em "pousio" da política, a darem estes exemplos, estamos conversados quanto à "ética republicana". É também este descalabro ético que tem de levar à reciclagem verdadeiramente mais urgente: a do regime serôdio em que vivemos.

Cronologia da república - 2 de Novembro

1913

  • É fechado o jornal “O montanhês do norte” de Bragança

1916

  • As eleições administrativas são adiadas por decreto

1924

  • É fechado o jornal “Ecos da Cidade” de Setúbal

Fontes: aqui

domingo, 1 de novembro de 2009

Cronologia da república - 1 de Novembro

1910

  • São presos ministros da monarquia
  • Morrem 14 feridos do 5 de Outubro

1911

  • Confrontos entre militares em Chaves

1917

  • Greve geral dos alunos dos liceus

1918

  • O decreto 4927 passa a censura preventiva à dependência da secretaria de estado da guerra

1919

  • A sede do jornal “Bandeira Vermelha” é assaltada pela polícia

1923

  • O governo proíbe a um navio russo comunicar com terra

1925

  • É fechado o jornal “O liberal” de Angra do Heroísmo

Fontes: aqui