domingo, 8 de agosto de 2010

De Maria Filomena Mónica... à atenção de Moniz e Moura Guedes.


«Enquanto viveu [Fontes Pereira de Melo], o País gozou de uma liberdade de expressão ímpar. Em Portugal, editavam-se livros - basta pensar em O Crime do Padre Amaro - que, noutras latitudes teriam dificuldade em ver a luz do dia. O mesmo se aplica à imprensa».

8 comentários:

Lurdes Gonçalves Pereira disse...

Bom exemplo, João Afonso. Porque a maior parte das pessoas fazem uma ideia muito errada da monarquia atribuindo a esta, entre outras coisas, uma ideia de repressão, censura, de uma época vaga e histórica quando a expressão livre era tabu e limitada. Que grande engano! A I república já se sabe o q foi e depois a ditadura salazarista... enfim. Era bom q se abrissem os olhos para certas realidades porque contra factos não há argumentos.
O problema é q os monárquicos deviam estar mais unidos, em torno de uma causa comum... e nem sempre isso se verifica.

Lurdes Gonçalves Pereira disse...

E já agora, o João Afonso quer ter a gentileza de me esclarecer, sb uma certa alínea b) do artigo 288 da Constituição Portuguesa? Li isso na pág dos Monárquicos Portugueses mas queria muito saber o q diz exactamente pois o q li não é claro.
Obrigada.

bicho disse...

Caro amigo.

A minha opinião já V. a conhece; tirando o D Pedro IV, a regeneração foi a única coisa que se aproveitou na monarquia constitucional, e mesmo essa, foi imposta à bala na Patuleia, e acabou com o país mergulhado em dívidas e completamente centralizado em Lisboa, aliás, não era o Duque de Saldanha neto daquele maçon, o Sr. Marquês Sebastião José e Melo ? Quem sai aos seus...

Tirando esses 15 anos, diga-me o meu amigo que tempos brilhantes tivemos nós em 80 anos de monarquia liberal ?

Filipa V. Jardim disse...

Caro Bicho,

Hoje está muito radical....foi da maresia. Ou do polvo. Tentacular. O malandro do polvo, causa de tanta desgraçeira quando aparece em forma de compadrios, de corrupção etc. Esse sim, preocupante.O outro, do prato, menos.
Então já viu que o post é "conciliatório", fala de liberdade de expressão, de tempos amenos, de livros. A fotografia evoca brisas de verão.
Está bem, ficam os dois a fazer contas: aos anos bons e aos menos bons. Que os há de um e do outro lado da "barreira". Ou de nenhum dos lados. Como queira.
Seja melhor o que está para vir, para todos nós.Isso sim, isso seria importante: que o próximo ano fosse um ano significativamente melhor para Portugal. Entretanto, aproveitemos a brisa do verão.

Um abraço

João Afonso Machado disse...

Lurdes:
O art. 288º da CRP define os limites materiais da revisão constitucional. É uma blindagem que nessa alínea impede o regresso à Monarquia.
Um pormenor insignificante face à História.

João Afonso Machado disse...

Caro Nuno:

Venho eu de uns dias de descanso na Monarquia ali ao lado e apanho-o de tocaia, à espera, pronto a atacar!
A questão é diferente, quanto a mim. Que é que V. descobre de bom em 100 anos de República?
Na Monarquia Cosntitucional, para além do lado político, houve uma geração inteira - só para dar um exemplo - que marcou a nossa Arte literária: a Geração de 70.
E houve - porque havia Liberdade. Mesmo a Liberdade de atacar ferozmente a Monarquia, comoalguns fizeram.
Essa Liberdade morreu em 1910 e hoje mesmo anda muito viciada.

Tudo isto me faz lembrar a Guerra Fria. O Ocidente, ou seja, o Mundo Livre, tinha então essa fragilidade: como era livre podia ser atacado e criticado a partir de dentro. O «inimigo» (a Esquerda m-l) também podia participar na vida politica. E fazia-o condenando o Capitalismo em voz alta, nos países ditos capitalistas. Não ocorria o vice-versa no Leste. Mas ainda assim, os regimes livres acabaram por trinufar nessa Guerra Fria.
É claro que continua por aí muita mafiosidade. Como diz a Filipa, o bom polvo é cozido ou filetes, no prato...
Um abraço.

Filipa V. Jardim disse...

Faltava essa Nuno, até a fotografia é monárquica ;)
Boas férias para si!

bicho disse...

Caros amigos.

Na verdade ambos os períodos têm muito pouco por onde se lhe pegue. Para mim por duas razões, uma pela tentativa trapalhona de reformar, outra pelo caciquismo e oportunismo intrínseco nos Portugueses.

O Salazarismo é, pelas suas características específicas, um regime que embora num quadro de república, não encaixa em nenhum dos dois sistemas, e por incrível que pareça funcionou no início da sua implementação, nomeadamente na sua vertente diplomática, num mundo em permanente estado de guerra.

Por isso volto a dizer, são sempre os homens, nem a monarquia nem a república conseguem garantir a harmonia se quem lá manda não é competente para tal; pelo menos na república, ao fim de 5 anos, pode o protagonista perder ou manter o cargo, se assim o povo o entender.

Pode não ser um sistema perfeito, mas como dizia Churchill, "ainda não inventaram melhor"

Um abraço.