quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Virgens ofendidas e cesáreos resmungos a verde-rubro



Aflitíssimo com o hastear da bandeira nacional no alto da montanha do Parque Natural da Ilha do Pico, o César dos Açores reagiu prontamente. Cada um tem o seu Rubicão e pelos vistos, este César que está longe de ser Júlio, ofendeu-se com a escalada do PPM local, dirigido por Paulo Estevão. Percebemos o porquê do cesáreo resmungo do clássico ..."vou meter-lhes um processo em cima!"
A bandeira azul e branca, "estranhamente parecida" com aquela que ondeia no Palácio do Governo da Região Autónoma dos Açores, coaduna-se perfeitamente com a paisagem de qualquer rincão português. De resto, uma certa peça têxtil que faz propaganda gratuita aos cintos e porta-moedas da Casa Gucci - coisa para Kikis, Xaxãos, Lilis, Titis, Xixinhas, Pilitas e outras que tais -, desaparece da lembrança, quando colocada ao lado daquela que recolhe a unanimidade do bom gosto e da memória de uma história que não se desvaneceu.
Muito bem, a César o que é de César. Mesmo que seja um Nero, um Calígula ou melhor ainda, uma personagem do Astérix? A três semanas da bernarda, as duvidosas virgens vestais já se contorcem em espasmos. Pois bem, aguentem-se a isto!

1 comentário:

bicho disse...

O César é mais um "Brutus", e como jacobino que é, claro que tem amor à bandeira da carbonária.

Quanto ao resto de acordo meu caro, mas tire a coroa à bandeira, é que estamos numa república, por muito que os Costas, os Bernardinos, os Machado santos, os Antónios Josés de Almeidas, os João Chagas, os Teixeira Lopes, Britos Camachos, Aquilinos Ribeiros, Antonios Marias da Silva, etc., etc. tenham estragado a coisa, não é isso que determina a sua viabilidade.

Lembre-se dos Cabrais, dos progressistas traidores, do José Maria Alpoim, da velha raposa do José Luciano de Castro, do João Franco que primeiro se juntou aos progressistas para ver se morrendo o velhote ficava com aquilo e que quando viu que o velhote não morria, colou-se ao Rei e encerrou o parlamento; não se esqueça que foram estes que lavraram o caminho ao regicídio, com os tabacos, com os adiantamentos à coroa, com a crise de Coimbra; já há muito se enalteciam as brilhantes qualidades do príncipe Luís Filipe, as que tinha e as que não tinha, como maneira de forçar D Carlos a abdicar...

Nesta história da implantação meu amigo, os únicos inocentes (que é como quem diz) foram os desgraçados que vinham na carruagem de regresso de Vila Viçosa !

Um abraço.