segunda-feira, 13 de julho de 2009

MAY MEAN CIVIL WAR

1910 October 5th New York Tribune

Correspondent Says Army and People Show Spirit of Loyalty.

London. Oct. 5 - According to Madrid dispatches the garrisons at Oporto and other large towns in Portugal remain loyal, and there is likelihood of the Lisbon coup d’état being followed by civil war.
The British Foreign Office late to-night received a telegram from the British Consul at Oporto stating that all was quiet.
A "Times" correspondent who has just returned to London from Lisbon remarks that a strong loyalist spirit was shown by the populace and army during the festivities in connection with the celebration of the centenary of the battle of Busaco, and says that if the King has escaped and his entourage shows resolution it is almost certain that they will be able to make a fight against the Republicans, who really only dominate Lisbon. All depends on the officers in charge of the forces outside of Lisbon.
Civil war, the correspondent adds, between the capital and the country is a probable outcome of the present situation, and if it should occur there seems no reason why the republic, backed by a Lisbon mob, should be able to dominate the rest of the country.

6 comentários:

Pedro Porto disse...

Aqui está um caminho que, a ser percorrido, passa por dois lugares:

1.Os republicanos portugueses sabiam que a Inglaterra fecharia os olhos aa implantação da republica em Portugal, tal como efetivamente veio a acontecer. Sugiro a leitura de "Ao Serviço de Sua Majestade", de António Morais.

2.D.Manuel fugiu. Os monárquicos portugueses preferem dizer a coisa de outro modo argumentando que foi a bem de Portugal. Mas não foi, como se viu pelos quinze anos de misérias que se seguiram. Ao embarcar em Mafra, D.Manuel protegeu a sua pessoa, mas não protegeu o seu povo nem honrou aqueles que se teriam batido pela monarquia... se ao menos houvesse rei em Portugal.

Daniel Nunes Mateus disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Porto disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Porto disse...

Caro DNM

Desde já, sugiro-lhe que detenha as fúrias da má educação, dentro daquilo que lhe for possível, o que, a avaliar pelo que escreve, lhe deverá ser difícil.
Considere agora os aspetos seguntes;

1.Desde logo, a divulgação de uma notícia num jornal inglês sobre uma possível guerra civil que não aconteceu pode ser uma curiosidade interessante. O que não é, de todo, é a melhor forma de evidenciar porque não devemos comemorar a implantação da república. Deixo no blog a sugestão que apresentem notícias sobre os presos políticos na república.

2.Desconhece que os ingleses informaram as delegações republicanas preparatórias que não interviriam na defesa de um país que já não estava à altura e ser um aliado. Nestas circunstâncias, era conveniência inglesa deixar cair o país nas mãos de gente conflituosa, como os republicanos eram, que se concentraria os seus esforços e empenho na consolidação do poder pós revolucionário. Desconhece o mais que consequente acordo anglo-alemão (já depois da implantação da república) de repartição da África portuguesa, que só não se concretizou porque começou a IGG. Imagina ainda que a gente patética e incompetente que rodeava D.Manuel não era, afinal, quem melhor caracterizava o regime aos olhos de opositores ou dos desinteressados pela política ou pelos políticos.

3.Mas nem só de gente patética se rodeava D.Manuel. Havia homens da envergadura de Couceiro que o aconselhavam noutro sentido, e desde logo no sentido de se afastar de titulares preguiçosos ou de políticos incompetentes. Mas D.Manuel fez outra escolha, tanto como Rei como no momento da revolução. E em lugar de se mostrar presente na mobilização do exército que lhe era fiel, escolheu fugir. Couceiro e outros voltaram a ser traídos pelo Rei por quem se bateram de armas nas mãos nas circunstâncias mais difíceis durante a República. Mas, uma vez mais, D.Manuel fez outra escolha, e optou por não abandonar as comodidade pequenas, menorizantes, nem os desgostos do exílio e da vontade débil.


Voltando ao DMN. Fica a dúvida se o seu caso será ignorância, ingenuidade ou distração. Seja qual for, ou forem, sai ou saem agravadas pela informação que nos deixa de que estuda História.

Por fim, incomoda-se com o meu republicanismo. Esta sua percepção denuncia dificuldades cognitivas consideráveis. Em todo o caso, não se incomode com o meu republicanismo, porque o meu republicanismo não incomoda, nem move, nem demove ninguém, nem sequer a mim.

João Távora disse...

Caros Pedro e Daniel: A melhor forma de boicotar os objectivos deste projecto é por-mo-nos a discutir uns com os outros(ainda para mais com maus modos) as responsabilidades da decadência da monarquia.
De resto, pareceu-me interessante a descoberta desta 1ª página do New York Tribune de que hoje publicarei um 3º excerto.

Daniel Nunes Mateus disse...

Caro Pedro: O senhor João Távora têm razão. Teria o maior gosto em discutir consigo, noutro plano, que não aqui. Sugiro que vá ao meu perfil e retire o meu contacto. Aguardo um email seu, para podermos discutir esse assunto.