domingo, 6 de setembro de 2009

Acordar contra o Acordo

O Manifesto/Petição em Defesa da Língua Portuguesa Contra o Acordo Ortográfico foi lançado em Maio de 2008 e conta, no momento em que escrevo, mais de 122 mil assinaturas. É, muito provavelmente, a maior iniciativa do género até hoje em Portugal. Representa também uma conjugação rara de entendimento entre a (quase) generalidade dos cidadãos comuns e a (grande) maioria dos verdadeiros especialistas, académicos, professores e investigadores universitários de uma determinada área do saber, no caso, a língua portuguesa.
Porém, tudo isto não foi suficiente para demover a (larga) maioria dos deputados da Assembleia... da República, que em Maio de 2008 aprovaram – por proposta/imposição do Partido Socialista – a ratificação do denominado «segundo protocolo modificativo» do Acordo Ortográfico. A ratificação, em Julho do mesmo ano, daquele documento por parte de Aníbal Cavaco Silva tornou «oficial» a «brasileirização» do nosso idioma. Há que reconhecer, no entanto, a «coerência» do actual Presidente... da República: em 1986, quando este processo começou, ele era primeiro ministro e não tomou então qualquer atitude, qualquer decisão, no sentido de o desautorizar, suspender ou terminar; mais de 20 anos depois, ele fecha o círculo e dá a sua «bênção» a este «aborto» (cultural). E não deixa de ser interessante pensar na posição – ingrata – de Vasco Graça Moura, há mais de duas décadas defensor fiel e incansável do «provinciano de Boliqueime», e, simultaneamente, o mais combativo e visível opositor do (des)Acordo Ortográfico.
Os principais aspectos, batalhas, controvérsias, debates, episódios, factos, galerias (de «notáveis», por bons e maus motivos) relativos a esta «guerra» são mais ou menos conhecidos, e podem ser encontrados, recordados, no blog do Manifesto/Petição, e não só, como, por exemplo: os pareceres (contrários) da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros e da Associação Portuguesa de Linguística; as opiniões (contrárias) de muitos brasileiros e de um moçambicano; as reacções de surpresa (quando não de sarcasmo...) acontecidas um pouco por todo o Mundo, desde os EUA à China, passando pela Inglaterra e pela Itália; os sucessivos «espectáculos» de ridicularia de um suposto ministro da (In)Cultura, um tal de José António Pinto Ribeiro, que disse que «a uniformização da grafia é essencial à internacionalização da Língua Portuguesa», e que, se essa uniformização não se fizer, corre-se o risco de, daqui a algum tempo, «os povos da lusofonia não se entenderem...»; enfim, essa personagem patética chamada João Malaca Casteleiro (curioso como ele é parecido, na figura e na voz, com António de Oliveira Salazar...), que não perdeu tempo em tentar ganhar algumas «moedas» - de prata? – com a «traição linguística» de que ele é, há muito tempo, um dos principais instigadores.
Sim, tudo isto é mais ou menos conhecido. Todavia, o que é desconhecido de muitos é que toda esta questão de acordos/desacordos ortográficos, o mesmo é dizer, de disputas Portugal/Brasil pela «supremacia» na língua de ambos, tem a sua causa primeira, a sua origem mais remota... na Primeira República! Mais concretamente, na denominada «Reforma Ortográfica de 1911», feita à revelia dos nossos «irmãos de além-Atlântico», e que, por isso, lançou as sementes de um certo ressentimento que inquinou (tentativas de) entendimentos posteriores e que ainda hoje perdura.
Em retrospectiva, aquela «reforma» não surpreende: quem incentivou, perpetrou e justificou o assassinato do Chefe do Estado e do seu filho, a imposição de um regime político de implantação minoritária e a mudança das cores da bandeira nacional também não teria – e não teve – qualquer escrúpulo em alterar o idioma por decreto... ontem como hoje. Trata(va)-se de substituir o «velho» pelo «novo», mesmo contra a vontade de todo um povo... embora seja sempre para «bem» dele. Algo bem típico de supostas elites ditas e tidas como «progressistas» e «vanguardistas», mas que, invariavelmente, não passa(va)m de hordas parasitárias e sectárias. Um século depois, ainda têm muitos descendentes, herdeiros e seguidores. No ano passado enfrentei, electronicamente, alguns deles... uma, duas, três, quatro, cinco vezes.

14 comentários:

Carlos Velasco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carlos Velasco disse...

Sr. Octávio dos Santos,

Peço em primeiro lugar para apagar o post anterior pois fiz algumas correcções.
Nasci no Brasil e sou contra o tal acordo, mas não contra a ideia de um acordo.
Ganharíamos muito com uma ortografia oficial unitária, mas penso que deveríamos olhar para o nosso rico passado em comum e não para um hipotético futuro lastreado num presente miserável.
O conhecimento geral da língua e da sua história ganharia muito se voltássemos a respeitar a etimologia, ao invés de tratarmos o povo e as crianças como uma massa que precisa de uma novilíngua simplificada.
De resto, penso que não é boa política discutir o assunto de uma maneira que dê a impressão que o tal acordo é uma espécie de imperialismo brasileiro sobre Portugal("...tornou «oficial» a «brasileirização» do nosso idioma").
O Brasil e Portugal são dois irmãos que enfrentam o imperialismo sustentado pela promoção da burrice que lhes é imposto pelos senhores que promovem a sua destruição.
Por fim, lhe envio um vídeo esclarecedor sobre a situação. Pense nas opções políticas dos admiradores e amigos portugueses deste senhor que aparece no vídeo, ministro da cultura brasileiro até há pouco tempo.

http://www.youtube.com/watch?v=93PLX0SPrr4

Cumprimentos,

Carlos Velasco

João Mattos e Silva disse...

E o que é que isto tem a ver com o Centenário da República?

Octávio dos Santos disse...

Pergunta-me, caro João Mattos e Silva, o que é que isto tem a ver com o Centenário da República?! Não leu o texto todo, pois não? Em especial os dois últimos parágrafos?..

João Mattos e Silva disse...

Caro Octávio dos Santos, li tudo de fio apavio. Acho é que o Acordo não tem nada a ver com a República. Há quem seja a favor e quem seja contra. Eu sou a favor e, por acaso, o Senhor Dom Duarte também se pronunciou publicamente a favor.

Octávio dos Santos disse...

Caro João Mattos e Silva, neste caso não interessa o que é que o senhor «acha». É um faCto que os processos de alteração ortográfica foram iniciados pelos republicanos, na primeira república... e, aCtualmente, são os republicanos (de esquerda), dos dois lados do Atlântico (antes de Lula não se fazia muita questão em levar isto avante), que continuam a querer forçar o (des)acordo...

... E é por isso que fico muito surpreendido, e desiludido, por saber que o senhor é a favor do dito cujo.

Em relação a D. Duarte, desconhecia que ele se tinha «pronunciado publicamente a favor». Não é que eu duvide de si, mas, já agora, e para meu cabal esclarecimento, peço-lhe que me indique, por favor, algum sítio, página, na Internet, onde esteja claro, inequívoco, esse suposto apoio.

João Mattos e Silva disse...

Caro Octávio dos Santos
É pena que tenha ficado desiludido comigo por apoiar o acordo ortográfico, só porque foi feito pela república. Nem tudo o que a república tem feito é mau e nem tudo o que a esquerda faz é mau. Não alinho em maniqueísmos!
Quanto à dúvida sobre a posição do Senhor Dom Duarte, já não posso deixar passar em branco: acha que eu inventei e escrevi num espaço público uma mentira para dar força à minha posição? Vê-se que não me conhece de lado nenhum.
Sugiro-lhe, pois, que procure. Talvez no Google.

Octávio dos Santos disse...

O Sr. João Mattos e Silva está enganado, e em muitos aspectos.

Não há qualquer maniqueísmo da minha parte. Eu não sou contra o Acordo Ortográfico «só porque foi feito pela república»: eu sou contra o AO porque ele é mau, é uma vergonha; é uma demonstração de cobardia, de falta de dignidade, de respeito por um país, pela sua história... da parte de políticos, mas não da quase totalidade do povo, que o reprova veemente e violentamente. Foi Portugal que criou o português, e, logo, Portugal tem todo o direito – e a obrigação! – de manter a sua ortografia; isto é uma questão básica de soberania, que não pode nem deve ser alienada.

Do mesmo modo, não penso nem nunca pensei que os brasileiros deveriam abdicar da sua ortografia. Eles têm esse direito! Então, porque é que nós deveríamos abdicar da nossa ortografia, prescindir do nosso direito? Por sermos menos? Ridículo! Acaso os ingleses se sentem na obrigação de adoptar a ortografia norte-americana?

E, lá está, o AO é mesmo, indiscutivelmente, um dos frutos – podres – da república portuguesa; como demonstrei, está em consonância com as práticas contra-natura, criminosas, autoritárias, quase totalitárias, anti-tradição, habituais nos republicanos.

Agora, que seja alguém que se diz monárquico a apoiar esta «coisa»... isso é grave. Muito grave.

Aconselho o Sr. João Mattos e Silva a não voltar a colocar na minha boca (ou no meu teclado...) palavras que eu não disse e que não escrevi. Eu não afirmei, nem insinuei, que o senhor tinha inventado ou mentido quanto à posição do Duque de Bragança sobre este assunto. Se foi isso que entendeu... problema seu. Será eventualmente por... não me conhecer de lado nenhum? Nestes últimos anos já falámos algumas vezes ao telefone, e o senhor nunca demonstrou interesse em conhecer-me... pessoalmente, cara a cara.

E antes mesmo de o sugerir eu já tinha procurado através do Google. E o mais próximo que encontrei de uma provável posição de D. Duarte sobre o AO foi isto...

http://estadosentido.blogs.sapo.pt/315236.html

... e, sinceramente, parece-me mais uma declaração de «controlo de danos» do que uma opinião clara e inequívoca sobre o assunto.

Entretanto, preocupa-me, e muito, que os monárquicos estejam a desperdiçar esta oportunidade – única! – de se demarcarem (ainda mais) dos republicanos e de ganharem uma aceitação e uma simpatia que se poderia revelar decisiva. Esta é uma causa verdadeiramente popular... e justa! Só teríamos a beneficiar em a apoiar, sem hesitações e com toda a força.

João Mattos e Silva disse...

Não vou entrar em mais polémicas com o senhor. Tem a sua opinião e eu tenho a minha.Só lhe digo, porque o senhor é mais novo do que eu, que não me digo monárquico, sou -o certamente há tanto tempo quanto o senhor tem de vida e com provas dadas. Agora sobre a posição do Senhor Dom Duarte, que é a opinião de uma pessoa acima de qualquer suspeita em relação ao regime, procure o artigo por ele assinado no "Magazine Grande Informação".

Carlos Velasco disse...

Sr. Octávio,

Lhe pedi gentilmente para apagar o meu primeiro comentário e não fui atendido, mas isso não tem importância.
Peço agora, depois de ler tudo o que li na caixa, para que todos os meus comentários aqui sejam apagados.
Não quero ter nada a ver com gente que usa da violência verbal para defender a "soberania ortográfica" enquanto o país é destruído por completo pela União Europeia.
É gente assim que permitiu que o Reino Unido se fragmentasse e Portugal depois se transformasse no que é hoje; uma feitoria da UE. Reclamam das telenovelas brasileiras(que considero uma m...) e assistem alegremente a Euronews. Falam mal dos brasileiros mas não têm problemas com as bandeiras invasoras azuis com estrelas amarelas hasteadas por todo o país.
Por fim, chamar os brasileiros de «irmãos de além-Atlântico» entre aspas, como que para ironizar a expressão, demonstra bem que és um verdadeiro herdeiro do espírito das cortes de 1821.
Eu, que tenho família em todas as partes do que foi o império português e conheço bem quem são os nossos inimigos, considero inimigo meu todos os que ousam pôr em causa a unidade dessa família, ainda que seja através de aspas e palavras.
São eles a quinta coluna, ainda que inconscientemente, do imperialismo anglo-euro-americano e/ou sino-russo a nos dividir para reinar.
O meu Portugal é tão grande quanto o era há duzentos anos atrás. Quem o amputa comete um crime de lesa-pátria para mim.

Octávio dos Santos disse...

Caro Carlos Velasco:

Eu não apaguei a sua mensagem por dois motivos: primeiro, porque o senhor pode fazê-lo (o ícone do caixote do lixo serve para isso mesmo); segundo, porque, sendo eu jornalista (e mesmo que o não fosse), não me agrada «cortar» textos de outras pessoas... censura, directa ou indirecta, voluntária ou involuntária, não é comigo.

Aconselho-o também a acalmar-se e a não se pôr com mais parvoíces do tipo «considero inimigo meu todos os que ousam pôr em causa a unidade dessa família... blá blá blá.» A si, mais do que em relação a João Mattos e Silva, aplica-se a expressão «você não me conhece de lado nenhum.» Porque, se você me conhecesse, saberia que não é mais «lusófonista» e mais anti-europeísta (no sentido de «federação europeia») do que eu. Há mais de 20 anos que falo, escrevo e publico contra os excessos da União Europeia (antes, da CEE) e a favor de um maior aprofundamento das relações entre os países de língua portuguesa. Aliás, grande parte desses textos estão incluídos num livro que fiz com um amigo, intitulado «Os Novos Descobrimentos», do qual pode saber mais pormenores através desta ligação:

http://www.almedina.net/catalog/product_info.php?products_id=4852

Já viu? Ficou convencido? Óptimo.

Agora, que fique bem claro o seguinte: o facto de eu ser um ardente defensor, entusiasta, da lusofonia (e em muito devo isso ao ter conhecido pessoalmente o Prof. Agostinho da Silva e com ele falado muitas vezes) não significa que eu aceite e concorde com tudo o que se faz em relação a ela. E o Acordo Ortográfico é o (mau) exemplo mais flagrante disso mesmo.

Ficou você muito incomodado por eu ter colocado a expressão «irmãos de além-Atlântico»... precisamente, entre aspas. Quer saber porque é que eu o fiz? Porque, admito, no fundo, considero que, mais do que «irmãos», somos talvez mais «pais» dos brasileiros. E eles, enquanto «filhos», muitas vezes não têm demonstrado muito respeito para connosco. Ou então – o mais provável – somos nós que não nos sabemos dar ao respeito. Que foi o que aconteceu há mais de 20 anos, quando alguns dos nossos «distintos» linguistas foram ao Brasil e deixaram-se «enrolar», «comer» (para não usar uma expressão vernácula mais forte) pelos seus homólogos de Vera Cruz... e com os resultados que hoje estão à vista.

Acredite: apesar de tudo, o meu Portugal (ainda) é tão grande ou maior do que o seu. Não «amputei», ou tentei «amputar», o que quer que fosse – excepto algo que não presta, como o (des)Acordo. E não, não vou apagar as suas mensagens.

Carlos Velasco disse...

Sr. Octávio,

É verdade que não o conheço de lado nenhum e falei de si baseado num só texto. Admito que fui injusto ao identificar no senhor alguém que age de má-fé e deseja provocar animosidade entre brasileiros e portugueses.
O extremismo dos últimos tempos, e acredite que tanto o Brasil como Portugal correm riscos enormes, não contribui para que deixemos passar algumas coisas que em tempos mais ligeiros seriam ignoradas, como pequenas diferenças semânticas em torno de uma questão em que temos posições próximas, e foi disso que se tratou a nossa discórdia.
Mas quero lhe dizer que inimizade não é parvoíce, especialmente quando ela é dirigida contra quem deseja usurpar os nossos direitos e/ou defende ideias que contribuam para isso, como o internacionalista Durão Barroso, que prefaciou o seu livro. Mas não posso dizer isso do senhor. Tivemos uma divergência menor e a minha reacção desproporcional foi realmente uma pavoíce.
Concordo que o acordo é um lixo, como já disse. Ele levará a uma maior vulgarização da língua em Portugal, da mesma forma que as simplificações da escrita o fizeram no Brasil. Mas não esqueça que as revoluções pedagógicas das últimas décadas têm feito mais por isso do que a ortografia fará.
Não devemos deixar de falar do papel das fundações internacionalistas, com as suas bolsas de investigação e estudo, no financiamento da moderna pedagogia e também de outras áreas do conhecimento, como a linguística. Digo isso para demonstrar o porquê sinto como injustas as suas afirmações que fazem o acordo parecer imperialismo brasileiro, quando no fundo o Brasil também é vítima de uma acção premeditada de estupidificação das massas, o primeiro passo para a destruição de um povo. Esta influência liquidou a educação no Brasil e está em estágio avançado em Portugal.
Agora voltarei a discordar de si numa questão sem grande importância aparente.
Os portugueses europeus de hoje não são pais dos portugueses americanos contemporâneos. Ambos descendem dos mesmos antepassados, já mortos há muito.
Estranha teoria esta onde o território de nascimento dos ancestrais comuns determina a paternidade dos descendentes que lá ficaram sobre os descendentes que nasceram em outros territórios.
Este sentimento paternalista de alguns portugueses europeus em relação ao resto da família é tão mal às relações bilaterais quanto a lusofobia dos brasileiros com complexo de inferioridade por não serem holandeses ou americanos.
Penso que não pertencemos a nenhuma destas categorias, daí a minha observação discordante.

Cumprimentos de Carlos Velasco

Anónimo disse...

Sempre achei que a melhor forma de se fazer propaganda republica é... colocar os fundamentalistas monárquicos a falar. No caso, Octávio dos Santos ilustra perfeitamente o caso.

Vamos então aa mistura AO-República.
Percebe-se que o autor do post ignora que o único partido que no parlamento votou contra o acordo foi o PCP, inquestionavelmente republicano e de esquerda. Portanto, aliado aa condordância de D.Duarte pelo AO, faz cair definitivamente por terra a questão de que o AO é uma forma republicanismo. Não é, e só por cegueira propagandistica e falta de cultura um tema pode ser ligado ao outro.

Passado isto, fiquemos apenas pelo Acordo ou Desacordo. Existe em Portugal um lobby interessadíssimo em que continuemos a pagar os livros mais caros da Europa: o dos livreiros e tradutores. São estes que, a manobrando entre um povo de estúpidos que acredita em Sócrates, anti-brasileirismos e outras falácias modernaças, vão promovendo a quebra da unidade da Lingua Portuguesa.

É bom que quem está contra o AO perceba que a nossa Língua é a única que não tem uma grafia unificada. O Inglês é uma excepção, mas esse tem um campeonato próprio onde joga sozinho; a nossa Língua concorre com o Espanhol, o Francês, o Alemão, o Holandês, todos com ortografia unificada, e todos com divergências no seu uso mais significativas do que as do PTPT e PTBR, como qualquer filologo sabe.

Por fim, a Língua Portuguesa tem importância no mundo porque é falada no Brasil, de outro modo estaria equiparada ao checo, ou ao esloveno. Ou talvez nem tanto, porque se o lobby livreiros/tradutores puder continuar a singrar entre o povo ignorante, um destes dias daremos por nós, portugueses, como falantes de uma língua equiparada ao catalão.

E a questão acima é a 'bottom line' do assunto: quem está contra o acordo ortográfico, isto é, quem está contra a equiparação da uniformidade escrita do Português ao Espanhol, ao Francês, ao Alemão (todos com ortografia unificada) está, sem que o saiba, a promover a equiparação do Português de Portugal a uma lingua regional da Ibéria. Já se imagina em benefício de quem e do quê. Tolos.

Octávio dos Santos disse...

Não respondo a anónimos, ou seja, a cobardes.