sábado, 17 de outubro de 2009

O Rei não és tu!

O prezado Tiago Moreira ramalho resolveu evoluir para o ódio mais básico que pode ditar a conduta anti-monárquica, que na maior parte dos casos pouco ou nada tem a ver com republicanismo...."o Rei sou eu" escreve no site do EXPRESSO

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Outras grandes nações no debalde do sec XIX cairam no republicanismo formatado.Com os mesmos efeitos e com os devidos ajustes o republicanismo apenas realçou o descontrole social e politico emergentes da fase de concentração industrial, na devida proporção do grau de desenvolvimento no momento em que se deu a mudança de regime.
O romantismo da ruptura abrupta em nome de uma teoria inatíngivel ,os filhos, netos e bisnetos da Comuna de paris continuam a sua senda, propagando aos ventos os beneficios de uma sociedade sem classes no meio de um mundo onde as Nações mais evoluidas foram aquelas que em vez de romperem com o ciclo politico adaptaram-se a ele, onde a igualdade se transparece nas oportunidades, a equidade na força do tecido económico e a fraternidade no sentimento de pertença a uma comunidade cujo perene representante é o Rei.
O texto, que rebato, tem importãncia pelo fraco conhecimento daquilo que foi a experiência da 1º Republica em Portugal e das suas congéneres pela Europa fora


"O rei sou eu"


Falso..o Rei é determinado por razões históricas intrínsecas ao próprio povo e cultura que pressupõe representar.No caso português é SAR D. Duarte Pio, por variadissimas razões , as quais o próprio Estado reconhece.

"É essa a maravilha de tornar os Estados numa coisa pública, tirando-os da mão de um senhor - normalmente é um senhor, não há quotas na genética - que o herdou apenas porque os concidadãos dos seus antepassados não se importaram de abdicar do direito a escolher o seu líder máximo, delegando tal competência à madrasta natureza. E que madrasta, tantas vezes"

A mesma genética que confere cidadania ao nascidos filhos de.. e em território X.... Também na mais fundamental peça do edificio republicano, a cidadania, existe a questão genética hereditária a fundamentar a existência do próprio Estado.
SE não pode existir um Rei porque hereditariedade de direitos politicos é errado, então também o é na assumpção de pertença a um povo,cultura ou nação aos recém nascidos.
Toda a Nação Pais ou Estado é um somatório de esforço e dedicação em prol da ascendência , em prol do futuro

"Dizem que o monárquico é regime de muita virtude. Que os países mais ricos da Europa são Monarquias. Pois são. Mas falta dizer que se tornaram os mais ricos e poderosos muito antes de se pensar na ideia de uma República. Ou no século XIX a Inglaterra e a Holanda não eram muito mais ricas que esta nossa praia mal amparada?"

Falso!...a Inglaterra medieval era pobre...mais pobre que o rico império português, o qual só existiu até à Republica.
Para dizer a verdade só podemos falar em Republica versus Monarquia a partir de 1918
mesmo assim as monarquias que deixara de o ser ficaram mais pobres (Alemanha ,por exemplo...Russia, Austria, Turquia...etc etc etc) enquanto que as monarquias que prevaleceram ficaram mais ricas
Mesmo assim qualquer Reino europeu está mais bem colocado em qualquer indice, que a melhor das republicas...e isto é um facto não casual, muito pelo contrário indica a qualidade do regime e o nível de incompetência politico-administrativa que grassa na tal "praia mal amparada"

"E dizem que o monárquico é regime de muita liberdade, de muita escolha"

correcto!...Qualquer monarquia europeia figura nos lugares cimeiros de qualquer índice de qualidade democrática e liberdade expressão.Dizer o contrário é ocultar sériamente a verdade

"como é que se pode falar em Democracia quando o mais alto cargo do Estado é imposto por uma espécie de desígnio divino?"

falso!...Fosse um povo e a qualidade do regime deste mesuraveis pelas qualidades éticas intrínsecas de um único cargo e ninguém estaria preocupado com níveis de desemprego ou dinâmicas do PIB, cargo esse que em Portugal só parece ser relevante para aparecer numa varanda a 5 de Outubro e 2 a 3 vezes em comunicados pela televisão.

"Uma Monarquia Constitucional é apenas uma Monarquia como qualquer outra"

Não!...tem Constituição..está lá na palavra "constitucional"

"o povo inglês até pode ter os mais democráticos sistemas eleitoral e participativo; isto pode ser tudo verdade, mas não deixa de lhes faltar uma última liberdade: a de escolherem o seu líder máximo, "

Realmente há que ter pena dos 18% dos britânicos que perdem o sono a pensar nisso.
O problema são os 90% de portugueses que perdem o sono a sonhar com o nivel de vida dos britânicos
Mas podemos escolher o Presidente!...tão felizes que somos!


"só não percebe isto quem não quer."


Concordo...mesmo!

Só tenho pena e plena desconsideração por aqueles que acham bem penhorar o futuro de toda uma nação para poderem um dia serem Presidentes...ou lá o que isso seja

Entretanto os nossos melhores emigram para as ditatoriais monarquias...porque de facto lá vive-se melhor e com mais liberdade!

3 comentários:

Daniel Nunes Mateus disse...

Caro Ricardo: Foi uma exelente resposta. Parabens

Nuno Goncalves Pereira disse...

Este tipo de opinião radicalizada, sem qualquer substância que não seja a convicção pessoal e ideológica, nem merece resposta. No entanto, não deixa de ser uma excfelente oportunidade de informar os "leigos", incluindo o autor T. Moreira, auto-intitulado rei, da falácia, acrescento eu.

Nesse espírito informativo, acrescentava ainda um pequeno-grande detalhe, que retira o tapete completamente debaixo desse e de outros republicanos com o rei-na-barriga:
a Inglaterra, citado pelo colunista ou lá o que é, não só tem a última palavra sobre o destino da monarquia naquelas terras, como os restantes povos da Commonwealth têm referendado a continuação do regime em paises independentes como o Canadá e a Austrália. Onde é que está o referendo português?

João Amorim disse...

Não lhes basta o sentimento que lhes continua a amargar a triste vidinha: a inveja.
Estes "republicanos" babam-se pela "república" em todo o lado, mesmo nos países que lhes dão lições de competência política e social.