terça-feira, 9 de março de 2010

Os custos da República vs. Monarquia

Orçamento do Estado do Reino de Portugal para 1910

Dotação da Família Real:
501 000$000
(Quinhentos e um milhões de reis - Quinhentos e um contos - Dois mil, quatrocentos e noventa e oito euros e noventa e oito cêntimos 2.498,98€)


A dotação da família real pagava os salários da família, os salários de cerca de 250 pessoas da Corte, as visitas de estado e a manutenção dos Palácios da Ajuda, das Necessidades, de Belém, do Palácio da Vila em Sintra e do Palácio Real de Mafra.
Nota: Os Palácios de Vila Viçosa, das Carrancas no Porto e o Castelo da Pena em Sintra eram propriedade privada da Família Bragança e suas despesas não eram cobertas pelo erário público.

Valor actual (2010) da dotação da Família Real:

10.528.177,09 €
(Dez milhões, Quinhentos e Vinte e Oito mil, cento e Setenta e Sete Euros e Nove Cêntimos)

O Método de cálculo do valor actual foi realizado, usando os coeficientes de actualização oficiais, publicados na Portaria n.º 772/2009 de 21 de Julho - Ministério das Finanças e da Administração Pública.


Orçamento de Estado da República Portuguesa 2010

Despesas orçamentadas da Presidência da República:
17.464.000,00 €
(Dezassete milhões, quatrocentos e sessenta e quatro mil euros)


As despesas são, salvo erro, relativas ao salário do Presidente, salários de todos os seus assessores e restante pessoal, visitas de estado e a manutenção do palácio de Belém.

Resumindo e concluindo: a República custa aos Portugueses de 2010, mais 68,88% que a Monarquia custava aos Portugueses de 1910.

Publicado também no "Nova Floresta"

6 comentários:

Ega disse...

A REPÚBLICA PARA ALÉM DOS NÚMEROS...

(...) Uma vez dentro do círculo vicioso da Grande Porca, o ex-presidente [Bernardino]entia da primeira à última palavra e a sua visão da coisa pública era mesquinha, acanhada e rancorosa, embora o seu riso soubesse doirar a pilula da maldade e fingir-se político de bem.
Não o era. (...) e nunca encontrei nos coriféus da República ninguém que mais ódio tivesse aos monárquicos do que o Dr. Bernardino Machado (...).
Eu sabia e toda a gente (...) que tenha trabalhado na Capital, no Século ou no Mundo, os três jornais em que o ex-presidente mais colaborou - que o Dr. Bernardino Machado não é de fiar nem em extractos, quanto mais nas entrevistas. Já composto o artigo, o Dr. Bernardino Machado entra pela redacção dentro, pede as provas, e emenda, refaz, corta, acrescenta, de maneira tal que é preciso fazer de novo, compor de novo, rever de novo (...)»

João Paulo Freire (Mário), «Homens do Meu Tempo» Ed. Livraria Civilização, 1918.



«Este Bernardino Machado empulhou o caracter português».

João Chagas, «Diário», vol. II, pág.252

Ega disse...

A REPÚBLICA PARA ALÉM DOS NÚMEROS...

(...) Uma vez dentro do círculo vicioso da Grande Porca, o ex-presidente [Bernardino]mentia da primeira à última palavra e a sua visão da coisa pública era mesquinha, acanhada e rancorosa, embora o seu riso soubesse doirar a pilula da maldade e fingir-se político de bem.
Não o era. (...) e nunca encontrei nos coriféus da República ninguém que mais ódio tivesse aos monárquicos do que o Dr. Bernardino Machado (...).
Eu sabia e toda a gente (...) que tenha trabalhado na Capital, no Século ou no Mundo, os três jornais em que o ex-presidente mais colaborou - que o Dr. Bernardino Machado não é de fiar nem em extractos, quanto mais nas entrevistas. Já composto o artigo, o Dr. Bernardino Machado entra pela redacção dentro, pede as provas, e emenda, refaz, corta, acrescenta, de maneira tal que é preciso fazer de novo, compor de novo, rever de novo (...)»

João Paulo Freire (Mário), «Homens do Meu Tempo» Ed. Livraria Civilização, 1918.



«Este Bernardino Machado empulhou o caracter português».

João Chagas, «Diário», vol. II, pág.252

PPA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
PPA disse...

Caro Luís,

Excelente trabalho! Merecedor de divulgação.
Fiz o devido reencaminhamento para o seu link no "Centenário da República".

Obtive conhecimento por via do "Blog de leste".

Cumprimentos.

Nuno Castelo-Branco disse...

Já está no Estado Sentido, Luís.

dorean paxorales disse...

este cálculo não é o mais correcto. as despesas de representação actuais exigem valores mais elevados que em 1910.
por outro lado, as despesas com a república aqui expostas não incluem os custos com ex-presidentes, como a um salário, a manutenção de um gabinete, secretária pessoal e carro com motorista. ainda que alguns abdiquem destas coisas.

ver mais aqui: http://verdade-ou-consequencia.blogspot.com/2009/06/posta-escandalosamente-monarquica-e.html