quinta-feira, 18 de março de 2010

Sobre um dos "heróis" da república (que estamos a celebrar):

O dr. Affonso Costa faz parte de um grupelho de insensatos e vaidosos, que intentam desacreditar a dignidade politica e pessoal de velhos e lealissimos correligionarios. E' um desleal republicano, se republicano é; tão sómente um ambicioso desregrado e sem escrupulos.

José Pereira de Sampaio (Bruno)
Jornal Voz Publica, 10 de Janeiro de 1902

16 comentários:

Ega disse...

A intransigência de Afonso Costa em relação aos próprios republicanos levou, logo em 1911, ao confronto com os mais moderados (Camacho e Antº José de Almeida) e a uma intensa fúria persecutória contra todos os não concordantes com o o seu radicalismo.
Foi o mais completo ditador da 1ª República, quase nunca dando a cara nos desacatos que instigava. Por ele falava, normalmente, o jornal «O Mundo» de França Borges.

João Amorim disse...

Foi muito falado que o França Borges e o Afonso Costa, entre outros, foram "sustentados" por uma casa de prostituição cujo fito era subvenciar a edição do jornal "O Mundo".

Nuno Castelo-Branco disse...

E não há ninguém aí no Porto que coloque um bocadinho de trotil nesse mamarracho da foto?

Anónimo disse...

É interessante comparar a fisionomia de Afonso Costa com a de outras figuras da época, mesmo republicanas.
O seu bigodinho, aquela pêra e a cara bochechuda só podiam pertencer a um traste. Devia ser muito dificil confiar naquele homem. Mas deve ser dos principais comemorados nestes festejos republicanos. A República não tem mesmo emenda!
M. Figueira

Ega disse...

Nuno Castelo Branco:
Nem sabia que a estátua era do Porto. Puseram-na lá sem dizer nada a ninguém. Já averiguei: é no Campo 24 de Agosto.
Um destes dias vamos cobri-la pudicamente com a bandeira nacional, a ver se ocultamos as vergonhas íntimas do espírito afonsista. E um monumento feio que se farta.

Pedro de Souza-Cardoso disse...

Ega:

Por favor quando esse dia chegar diga-me! Pode contar com a minha ajuda em tudo quanto me for possivel.

Filipa V. Jardim disse...

Este blogue está a ficar um bocadinho "passadista". Vai-se de malandro em malandro, até ao malandro final.
Estamos a comemorar o centenário da república, hoje, Março de 2010. Como seria uma monarquia,em Portugal,hoje,Março de 2010?
Que monarquia propôem os monárquicos portugueses, hoje,Março de 2010?
Isso sim, isso seria um bom tema de conversa.
O Benardino e o Afonso Costa fizeram o seu tempo...e quem faz o nosso?

Francisco RB disse...

Sr. João Amorim então o prostibulo/lupanário da República nãoe ra apenas figurativo!!!

Francisco RB disse...

Senhor Ega, por acro até tenho algumr espeito por Afonso Costa, pelo menos reconheceu os erros passados feitos quando liderava os destinos da Nação.

Ega disse...

Pedro:
Na devida altura, encontramo-nos ali para a P. do Império.Com o resto da rapaziada.

Filipa:
Uma Monarquia em Portugal hoje depende sempre do querer dos portugueses. Querem-na? É bom sinal. Querem mudar, e mudar estruturalmente. Não a querem: não pode haver Monarquia, logo é inequacionavel o que, e como seria.
Mas admitindo uma vontade clara no sentido da Restauração, isso significaria vontade nacional de uma democracia mais participada e o reconhecimento da autoridade moral da Dinastia e do seu Chefe. Era um passo importantíssimo no sentido de acabar a partidarite que tolhe o País da Chefia de Estado até à Junta de freguesia.

Ega disse...

Sr, Francisco RB: se me indicar onde estão manifestados esses arrependimentos do AC, ficar-lhe-ia imensamente grato. Seria uma peça de estudo interessantíssima.

Filipa V. Jardim disse...

Ega,

Para os portugueses poderem querer ou não querer, têm, antes de mais que estar informados.
Não se esqueça que todos os portugueses nasceram já numa república. A ideia que possam fazer de monarquias é uma ideia desactualizada e na maior parte dos casos descontextualizada. Como falava o comentador C Mexia, ainda haverá muito boa gente, para quem monarquia é sinónimo de punhos de renda bolorentos.
O que é uma monarquia hoje? Qual o papel efectivo do Rei? Quais as relações entre o Rei e o parlamento? Como se gerem os impedimentos?
Que monarquia é esta que os monárquicos portugueses propõem ou virão um dia a propor? Será que as pessoas estão informadas?

NG disse...

Cara Filipa,
essas interrogações que levanta, são muito pertinentes e as mesmas que eu já tenho levantado noutros foruns, porém o título deste blog é claro; tão claro como a sua perspicaz observação "Vai-se de malandro em malandro, até ao malandro final." Estamos a 'comemorar' malandrices -
e você responde à sua própria questão anterior: "Será que as pessoas estão informadas?" Aqui no C.R., estão.
Cumps.

Ega disse...

Filipa:
O comentador NG já respondeu à sua questão. Quando visitei este blog, fiquei com a impressão que o seu objectivo era desmascarar esta bambochata de 100 anos, apontando-lhe as mentiras, as incoerência e... o ridículo.
O humor está sempre presente neste blog.
Assim também Eça e Ramalho, com as Farpas, denunciaram muitos aspectos menos aceitáveis do Rotativismo.

Se quer caminhar para um registo mais doutrinário (ou mais informativo, do ponto de vista das traves mestras da Monarquia)... Se mais portugueses o querem também... Olhe, desde o Facebook a miriades de blogs, passando pela literatura, pelos jornais (ainda esta semana SAR deu 2 grandes entrevistas), pela actividade pública do Senhor, pela Causa Real... Só mesmo quem não quiser.
De facto, tanto quanto é do meu conhecimento, os monárquicos (agindo como tal) não previlegiam muito a «arruada» nem o método «testemunha de Jeová».

Daniel Nunes Mateus disse...

Cara Filipa

Vou ajudar-lhe a esclarecer um pouco, tendo em conta que já tenho critérios para falar: Sou estudante de História no 2ºano da FCSH onde ensina a professora Fernanda Rollo (Sim! a comissária para as comemorações) Com medo de represálias (SIM de represálias) decidi inscrever-me este semestre à cadeira dela (Que é de 3 ano) Para quê? Para quando chegar o 5 de Outubro de 2010 evitar-me problemas para acabar o curso. Acha que estou a ser exagerado? Espero bem que sim! Era sinal que vivo num país onde tenho o direito a expressar a minha opinião. Mas posso?
A explicação romanceada de como o fim da monarquia, a 1ªrepública e o fim dela foi ministrado revela uma preocupação em Omitir toda a lógica explicativa dos mecanismos que caracterizaram a 1ªrepública e toda a sua acção em tudo nada democrática. E ai de quem levante ondas.
Não iluda-se: Afonso Costa foi o antecessor de Salazar. É por isso que o Salazarismo caracteriza-se como sendo uma ditadura branda.
Acredito num Rei porque só a sua acção pode salvaguardar as conquistas de Abril. E acredite: A república como unico ideal de democracia não existe. Há escolas de regime mais jacobino que democrático.

João Amorim disse...

Meus caros

A Républica está podre. A descrença não é meramente ideológica: É FUNCIONAL. É ORGANIZICIONAL ... a Républica é uma FORMA cinzenta e decadente de governação... os resultados estão (há muito) à vista.